Silvana Pinheiro Taets A casa rosa il. Rosinha Campos DCL, 2004 16 pp. Alguém morou, algo ficou. A Casa Rosa se abre, e a cada página virada descortinamos um novo morador em rósea seqüência, porque além de página é pétala que se lê. A escritora capixaba Silvana Pinheiro Taets e a ilustradora pernambucana Rosinha Campos (já nascida cor e flor) capturaram em livro a beleza que é as muitas vivências de da casa – recheios sucessivos de memórias, objetos e emoções. Peca apenas por deixar no leitor um gostinho de quero mais, como ficamos quando despetalamos o bem-me-quer, queremos mesmo é que não se acabe nunca. Mas aí é que está… não é para nos limitarmos às casas de cimento e tijolo, é muito mais. O texto, que nasceu de um desafio lançado em poema, é elaborado de forma inteligente, poética, a própria quebra de linha sugere um ritmo gostoso. Ainda que rebuscado, é perfeito para os ouvidos infantis. As imagens são vivazes, sempre brincando sobre as palavras em tons de rosas e formas petalares. Rosinha, que as criou, nasceu em casa, e hoje trabalha na casa que ela mesma projetou – como arquiteta que também é. A empatia com o texto de Silvana foi portanto imediata. Um livro onde dá vontade de morar, assim é A Casa Rosa. |
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