Anna Cláudia Ramos, Isabella Barbosa, Isabella Massa e Myryam Ruth Coelho Ekoaboca: Jornadas na Amazônia il. Dave Santana e Maurício Paraguassu DCL, 2008 224 pp. Um barco-casa, as férias em família, o Rio Negro. Como paisagem, a deslumbrante floresta amazônica. É nesse cenário maravilhoso que a jornada de Ekoaboka se constrói. Incrível como uma só história possa ter sido escrita por cinco pessoas, sem perder a linearidade! Léo, um biólogo pesquisando na Amazônia, recebe a família para passar as férias com ele, no barco-casa. Ele é pai de Alex, de seu primeiro casamento, com uma sueca. Marina é a segunda esposa de Léo. Tem uma filha, do primeiro casamento, com um africano: Chantal. Da união de Marina e Léo, nasceu Txai. Para completar essa mesclada família, surge Babu: companheiro de Léo nas pesquisas do antídoto contra a malária. Solitário, Babu adotou a família do amigo como sua. Do coração da mata amazônica surge a tribo dos Abakêbyra; seus rituais, suas lendas, seus encantos, seus mistérios. Nela vivem: Apoena, o índio-chefe; Iacê, a pajé; Uã, um indiozinho; Taciatã e seu jovem filho Catu. Esses dois núcleos familiares tão distintos vão se entrelaçando, nas páginas do livro, de uma forma lírica. Índios e brancos se encontrando; assimilando costumes, uns dos outros; revelando segredos, uns para os outros; descobrindo o amor, uns nos outros. Férias que, a princípio, pareciam intermináveis, tornaram-se inesquecíveis. Dessa forma, o livro desempenha, de maneira terna, o que o título sugere: EKOABOKA = MUDAR, TRANSFORMAR. |
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