J.P.Veiga A menina que virou mico-leão il. do autor Hippo Campus, 2005 20 pp. O livro A menina que virou mico-leão pede para ser aberto, um projeto gráfico ousado, instigante. Um convite irresistível. Há na capa a ilustração da protagonista toda cortada verticalmente pelo tamanho das páginas que vão crescendo da esquerda para a direita, ou seja, nenhuma página tem o mesmo tamanho e todas, de certa forma, contribuem para compor a ilustração da capa. J. P. Veiga, além de assinar o texto, também ilustrou o seu livro, o que o tornou muito mais redondo, coeso. O enredo, por sua vez, faz uma crítica social contundente, uma valorização à infância. A preocupação de pesquisadores com a extinção do mico-leão, em contraste com o descaso com o ser humano. Por incrível e terrível que possa parecer, a fome leva a menina a querer virar um mico-leão, e tudo a fim de receber comida e atenção. Bonita e forte a imagem de um pau-de-arara atravessando a estrada e transportando uma família com uma mudinha. Esta mudinha seria uma planta querendo estender suas raízes na terra, ou uma criança desprovida de voz e vez? Por que os versos desse livro têm o pé quebrado? A mudinha se fixa na terra em que caiu ou volta para o pau-de-arara? Qual o destino da menina? Quantas crianças brasileiras gostariam de estar na pele de um animal em extinção? Por quais motivos? Simples, a resposta: procure conhecer A menina que virou mico-leão. |
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