Sonia Rosa Cadê Clarisse? il. Luna DCL, 2004 16 pp. Ler Cadê Clarisse? me trouxe à lembrança as deliciosas gargalhadas de qualquer criança muito pequena — aí incluídas, claro, as minhas filhas, há muitos anos... —, quando fazemos com elas essa brincadeira tão singela de encobrir o rosto com as duas mãos ou se esconder atrás de alguém e perguntar “cadê fulano?” para, imediatamente depois, se mostrar à criança, dizendo “achou!”. No caso deste livro de Sonia Rosa, quem se esconde, ou “apronta” algo, e é descoberta, é Clarisse, menina bochechuda, com cara de levada da breca, com jeito de quem está descobrindo o mundo. Em cada página, ela se esconde num lugar diferente — debaixo da mesa, dentro do armário — ou faz alguma molecagem — bagunça os sapatos, rasga o jornal etc. Claro que as aventuras terminam com a garotinha dormindo, depois de ter esgotado todas as suas energias (e, sem dúvida, dos que estão perto dela). Mas, na verdade, só a autora “pensa” que ela está dormindo: na última imagem, Clarisse, com cara de sapeca, debaixo de suas cobertas, pisca para o leitor... Tudo isso num formato grande e quadrado, com ilustrações primorosas de Luna, tridimensionais, em massinha de modelar. O conjunto é um livro delicioso para ler para as crianças bem pequenas ou para que leiam sozinhas as que estão se alfabetizando. A autora homenageia sua filha Clarisse. E me pergunto se a ilustradora não está homenageando o grande artista mineiro Marcelo Xavier, ao menos que eu saiba, pioneiro na ilustração em massinha. |
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