Fávia Savary Lendas da Amazônia ...e é assim até hoje il. Tati Móes Salesiana, 2007 48 pp. O livro de Flávia Savary contém dez lendas amazônicas e um subtítulo: “... e é assim até hoje”, frase que inicia e encerra o livro. Com propriedade, a autora faz um apanhado de mitos amazônicos, homenageando a riqueza das nações indígenas, nas figuras das tribos Maués, Anambés, Taulipangs, Parintins, etc. O livro nos convida, em tupi: “Caá rasapa, nde retame xe sou”, o que significa: Atravessando a mata, para a tua terra eu vou. Lá, o leitor descobrirá que o índio Uánham negociou a Noite Grande com a Surucucu em troca de uma cabaça de venenos. Conhecerá a história de Bahira, o pajé que roubou o fogo cujo dono era um tal Urubu. Caminhando mais pela mata, pode-se presenciar a aposta entre a Chuva e a Onça, ou seja: de quem os índios têm mais medo? É emocionante acompanhar Onhiamuaçabê plantar na terra os olhos do filho morto, para que renasçam como frutos do guaraná. A autora descreve, também, a lenda do Curupira, o protetor da floresta e dos seus habitantes. Mani, a indiazinha, diferente das outras de sua tribo, ao morrer, virou plantinha, transformando-se na bela e conhecida lenda da mandioca. A autora, a seguir, nos brinda com a lenda de Ceuci, a velha gulosa, introduz a encantadora história da cunhã-porã-poranga (moça muito bonita) Naiá que se transformou na vitória-régia. Encerrando o texto, duas belíssimas lendas: Cobra Norato e O Boto. As ilustrações alongadas de Tati Móes parecem flutuar pelas páginas, graciosamente. |
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