Alina Perlman Diferentes somos todos il. Cecília Esteves Edições SM, 2005 72 pp. Conviver é viver com diferenças. Esta é a temática do livro de Alina Perlman. Diferenças de muitas ordens, que se impõem como parte da experiência fatal e empolgante de que Diferentes somos todos. E o texto aponta o quanto as personagens, principalmente Carminha e Laurinha, vivem as contradições das relações entre os diferentes, no seio de uma sociedade como a nossa, que falseia a realidade em nome de uma suposta igualdade. O enredo começa revelando a questão da diferença de classes e desemboca em muitas outras, espelhadas pela narrativa. Entre tantas questões emergentes, no conto, aparece a da problemática das crianças especiais, na figura do irmão e da irmã das duas meninas que, ironicamente, tornam-se o ponto de encontro entre elas. A partir do encontro, novas diferenças e contradições se mostram, ao se tratar da relação com essas crianças ditas especiais, nome que às vezes disfarça o quanto ainda nos consideramos mais normais em relação a outros. Afinal, diferentes e especiais somos todos. Aí aparece também como esse tema é pouco digerível na família, na escola e na sociedade de um modo geral. Descobrindo-se em suas diferenças, Carminha e Laurinha então se propõem transformar descobertas em ação, colocando em foco o problema da inclusão. Este me parece ser também o foco principal do livro. Alina Perlman cria uma trama leve, acompanhada também pelas leves imagens de Cecília Esteves, que busca sensibilizar o leitor para o assunto, na escola, na família, onde quer que existam pessoas enredadas nesses encontros entre diferentes: somos todos. |
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