Rosana Rios O enigma de Iracema il. Lelis e Alexandre Camanho Escala Educacional, 2006 136 pp. Ubirajara, o Bira, chega à cidade de Fortaleza, em companhia do pai, Paulo, da namorada deste, Diva, e de sua filha, Ci. A mãe de Bira, falecida precocemente, foi quem lhe deu esse nome, título de uma das obras do escritor cearense, José de Alencar, de quem era admiradora. Na praia do Meireles, há uma estátua de Iracema, homenagem ao mais famoso livro de Alencar que conta a história da bela índia que se apaixona por Martim, homem branco, e morre ao dar à luz o filho, Moacir. Ao chegar à praia, Bira, espantado, dá com uma jovem morta aos pés da estátua — o orifício na cabeça e a ausência de qualquer arma de fogo junto ao cadáver sugerem um assassinato. Bira tem um ‘insight’: a morta também se chama Iracema. Alertado pelo filho, o pai aciona a polícia. A partir daí, a autora tece uma trama intrincada cujo objetivo é descobrir: quem matou Iracema? Bira une-se a Nando, filho dos donos da hospedaria onde está a família, para descobrir o (a) assassino(a) da pobre moça. No melhor estilo de histórias de mistério, as pistas vão surgindo aos poucos, açulando a curiosidade do leitor — há de tudo: poemas de cordel escritos por um conhecido poeta cego e que contam histórias arrepiantes; um sujeito mal encarado que segue a família de Bira; um policial de sorriso matreiro e que talvez esconda o que realmente sabe; um escultor famoso que vive em Paris e virá inaugurar outra estátua de Iracema — sem falar em outra Iracema, assassinada há dois anos, e cujo assassino jamais foi encontrado... De descoberta em descoberta, os fios da meada vão sendo puxados enquanto o leitor sacia a curiosidade até chegar ao final inesperado. Ponto também para as belas ilustrações, que parecem pinturas. |
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