Giselda Laporta Nicolelis Como é duro ser diferente! il. Andréa Vilela Quinteto Editorial, 2005 112 pp. Layla, a protagonista da história, acha que tudo nela é errado: desde o cabelo até a falta de vaidade. Sua mãe, Viviane, é bonita, magra e de cabelos lisos. Profissional bem sucedida, não se entrosa bem com a filha. Seu pai, Rogério, foi o garoto mais cobiçado da escola, quando jovem. Hoje, o piloto de avião continua chamando a atenção das pessoas por sua beleza. É pelo pai que Layla se sente amada. Ele, para ela, é perfeito. “Por que sou assim desengonçada?” é a pergunta que vive nos pensamentos de Layla. Nessa busca de explicação e localização de si mesma, na sociedade em que vive, Layla cruza com outras pessoas diferentes: gordas; magras; feias; tão bonitas que afastam os garotos; baixas; negras; péssimos alunos; e outros excluídos por serem brilhantes. Entre essas pessoas, ela encontra o amor. Apaixona-se por QIspanto — apelido que Pedro ganhou por ser alto, magro, desleixado e de cabelo arrepiado. Um apelido baseado apenas em seus defeitos, deixando de lado o fato de ele ser um aluno brilhante. “Como vou conquistar o Pedro, se ele nem sabe que eu existo?”, é outra pergunta que Layla se faz. Na caminhada em busca de resposta para suas perguntas, vai descobrir em si mesma virtudes que nunca pensou ter. Enquanto tenta conquistar Pedro, descobre que a mãe não é tão ausente, nem o pai tão perfeito. Que todos somos diferentes. A maior parte da história é escrita no presente. Isso faz com que o leitor fique mais próximo dos personagens, sentindo-se, por vezes, parte da história. As ilustrações, em branco e preto sombreado, dão ao livro um aspecto suave, quebrando a tristeza de alguns trechos. Como é duro ser diferente remete-nos ao mais profundo de nossas vidas, mostrando, de maneira clara, a possibilidade de modificações. |
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