Nesta Vitrine Literária, você encontra os 12 livros indicados ao Prêmio Jabuti 2003 - Melhor Ilustração. Textos e comentários desta página integram o material de divulgação das editoras, exceto quando apontada fonte ou autoria.

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Vizinho, vizinha mostra o que separa e o que une as pessoas nas metrópoles. Na rua do Desassossego, 38, a vizinhança é bem tranqüila. No apartamento 101, um moço lê quadrinhos, toma café e constrói uma cidade de papel. Nem percebe o rumor da vizinha do 102, que toca clarineta, cria um rinoceronte debaixo da pia e coleciona livros e coisas antigas. Eles só se vêem no final da tarde, quando se encontram no hall, trocam cumprimentos e falam do tempo. Depois, vão resolver coisas na cidade -- e logo estão de volta aos seus cacarecos, guardados e manias. Como vão escapar da solidão?



Roger Mello
Vizinho, Vizinha
Vencedor do Jabuti 2003 - Melhor Ilustração

il. Graça Lima e Mariana Massarani

Companhia das Letrinhas, 2002







O fio condutor desta história é um ratinho, que tudo ouve e tudo vê. Ele observa as múltiplas faces dos diversos grupos humanos que habitam o continente africano, suas atividades cotidianas. Pelo olhar atento desse ratinho, os costumes, a religiosidade, as atividades econômicas, as histórias e o universo cultural de diferentes povos vão sendo mostrados.

Rogério Andrade Barbosa
Como as histórias se espalharam pelo mundo
Finalista!

il. Graça Lima

DCL, 2002






As três histórias contadas aqui -- "João e Maria", "Chapeuzinho Vermelho" e "O Barba-Azul" -- não são exatamente as que estamos cansados de conhecer. "Tal qual uma máquina do tempo", escreve Lilia Moritz Schwarcz no prefácio, "este livro convida a viajar por entre imagens e versões desconhecidas, e seguindo o traço sensível e afiado de Rui de Oliveira." Como a antropóloga explica, esses contos na verdade "já existiam muito antes de ser inventado o 'folclore', essa modalidade de conhecimento criada no século XIX, que acabou por dar a tais narrativas um tom básico, uniforme e destituído de tanto impacto e brutalidade".

Os leitores podem reconstituir essas versões antigas seguindo apenas as imagens criadas por Rui de Oliveira; elas apresentam o enredo passo a passo, à semelhança das histórias em quadrinho. Como complemento, o volume traz a narração em palavras de cada uma das três histórias; são textos intencionalmente contidos, secos, elaborados por Luciana Sandroni.
Finalista!

Rui de Oliveira
Chapeuzinho Vermelho e outros contos por imagem

il. do autor
textos de Luciana Sandroni
Cia. das Letrinhas, 2002




Histórias cuidadosamente selecionadas e adaptadas dos antigos livros sagrados hindus, os Vedas, e das epopéias clássicas Ramayana e Mahabharata. Habitam estas páginas divindades ligadas tanto ao mundo natural quanto ao mundo dos homens, como o cabeça de elefante, o peixe com chifres, o macaco voador e o homem-pássaro.

Este livro, o terceiro da coleção 'Mitos do Mundo', transporta o leitor ao território mágico da Índia.

Lúcia Fabrini de Almeida
O Cabeça de Elefante
e outras histórias da mitologia indiana


il. Zé Tatit

Cosac & Naify, 2002




Autêntico tesouro do maior escritor brasileiro de todos os tempos: Machado de Assis. Escrito em 1896, Conto de escola revela situações vividas pelo próprio Machado, numa época de esplendor do Rio de Janeiro. Pilar é um garoto que se torna mestre em "cabular" aulas. Certa manhã, resolve diversificar sua rotina comparecendo à aula e é envolvido pelo colega de classe Raimundo. Assim começam as reviravoltas dessa história, que recebeu ilustrações primorosas do artista premiado Nelson Cruz. Inclui glossário que explica expressões correntes no século XIX. Um ótimo presente para leitores de todas as idades e uma excelente ferramenta para a sala de aula.

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Escritores grandiosos para pequenos leitores
O Estado de S. Paulo, 14 de dezembro de 2002

Machado de Assis
Conto de Escola

il. Nelson Cruz

Cosac & Naify, 2002



"Tenho muita fé no poder da imaginação infantil. Até porque lembro da minha e sempre observei a de filhos, sobrinhos e netos. Desde pequena, a criança constrói mundos incríveis no faz-de-conta. Adulto tem de respeitar e não atrapalhar. Na hora de brincar, o ambiente de todo dia se transforma. As almofadas do sofá passam a ser elefantes, camelos, carroças e caravanas. A mesa da sala vira caverna, os pés das cadeiras são troncos de árvores, a cama ou rede é um navio em alto-mar, a vassoura é um cavalo, o pano-de-pratos é uma capa mágica. E os pequenos percorrem o mundo todo enquanto gente grande acha que não vão a lugar nenhum." -- Apresentação da autora.

Henrique e Isadora vem visitar Guido em um dia de chuva. Suas mães acham uma pena eles não terem podido sair para brincar. Mal sabem elas que os três viajaram nas costas de elefantes, entraram em cavernasde ursos, atravessaram abismos e até navegaram em um navio mágico, entre ataques de piratas e jacarés.
Ana Maria Machado
Dia de Chuva

il. Nelson Cruz

Salamandra, 2002



Através de provérbios populares, este livro trata a questão da mentira e da verdade com relação às crianças. Transforma conceitos abstratos e filosóficos fazendo com que o leitor cresça junto com o personagem. -- Livraria Cultura

Bia Hetzel
O dono da verdade

il. Mariana Massarani

Manati, 2002





Ana Raquel bordou com linha e depois deu efeito em computador aos suaves desenhos do livro. -- Eleuda de Carvalho, do jornal O Povo

Esse livro é um convite para viajar e se encantar pelo mundo dos contos de fadas. São quatropequenas histórias com a linguagem recheada de magia, passadas em reinos encantados de fantasias, cores e sentimentos. Em cada um desses reinos existe um personagem com uma preocupação diferente. No meio de tantas dúvidas, eles terão que usar a imaginação para resolver os problemas. A Dama Cinzenta é um exemplo: ela vive presa no Castelo do Nevoeiro e sonha em se mudar para um mundo colorido. Ou o pequeno príncipe, que morre de medo de virar adulto. Por isso vive inventando maneiras para não deixar deser criança. Todos os contos são ilustrados com fios, agulhas e pontos, que lembram a arte do bordado.

Graziela Bozano Hetzel
Histórias de lavar a alma

il. Ana Raquel

DCL, 2002




O sociólogo Reginaldo Prandi narra para crianças e adolescentes as histórias de Ifá, o adivinho que em tempos antigos, na África negra, um adivinho chamado Ifá jogava seus búzios mágicos e desvendava o destino das pessoas que o consultavam. Ele as ajudava a resolver todo tipo de problema, mas o que mais gostava de fazer era auxiliá-las a se defender da Morte. Escrito para crianças e adolescentes, Ifá, o Adivinho, propicia uma leitura extremamente prazerosa, ao mesmo tempo que descortina um rico conjunto de personagens, costumes e modos de agir do universo cultural africano que se tornou parte constitutiva da diversidade cultural brasileira.

Reginaldo Prandi
Ifá, o adivinho

il. Pedro Rafael

Companhia das Letrinhas, 2002

»» Reginaldo Prandi também recebeu indicação ao Prêmio Jabuti 2003 na categoria Literatura Infantil ou Juvenil.





Rodrigo Montoya, profundo conhecedor da língua quéchua, conduz o leitor, neste livro, a uma surpreendente viagem pelo antigo Império Inca, em que convivemos com deuses e aprendemos os usos e costumes que são, ao mesmo tempo, estranhos e familiares.
-- Livraria Cultura

Uma surpreendente viagem pelo império dos incas, nossos antigos vizinhos sul-americanos, do outro lado da Cordilheira dos Andes. Os deuses e os costumes dessa cultura estranha e ao mesmo tempo familiar são mostrados junto a histórias como a da fundação da cidade de Cusco, uma das mais altas do mundo, e do poderoso Atahualpa, o imperador inca morto pelos invasores espanhóis. As ilustrações do artista peruano Andrés Sandoval são inspiradas nas marcantes representações do homem e da natureza criadas pelas culturas pré-colombianas.


Rodrigo Montoya
O Mundo de cabeça para baixo

il. Andrés Sandoval

Cosac & Naify, 2002




A história de duas bordadeiras do sertão, muito, muito amigas, até o dia em que elas se apaixonam por um mesmo rapaz. André Neves cria paisagens e personagens com papel artesanal, bandeirinhas de santo, cromos, fitas, bicos e rendas, retalhos de tecido e folhas secas. Sebastiana e Severina vivem de mentira numa cidadezinha do interior da Paraíba, que existe de verdade: Umbuzeiro. Lá, o autor (que é pernambucano e hoje mora em Porto Alegre) passava férias, na casa da avó, que lhe contava muitas histórias. -- Eleuda de Carvalho, jornal O Povo.

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Um conto e muitos pontos para Sebastiana e Severina
Diário de Pernambuco, 12 de outubro de 2002

André Neves
Sebastiana e Severina

il. do autor
DCL, 2002

»» Sebastiana e Severina também recebeu indicação ao Prêmio Jabuti 2003 para Melhor Infantil ou Juvenil (texto).




Introduzindo formas que emprestam estranhas vibrações à palavra impressa, o livro de Angela Lago acaba por maximizar ícones de terror e efeitos de qualidade sonora, além de toda a riqueza imagística. Tons de azul e grafite sugerem a névoa da noite e, nas páginas, tudo mais concorre para criar um espaço assustador à espera do leitor. O suporte material do livro é parte constituinte do jogo literário, desde a escolha do papel (couchê brilhante) em cor grafite, rara em impressão, que reflete as figuras em movimento, dando tridimensionalidade ao bidimensional -- como se fossem hologramas em sua aparição fantasmagórica. Quando o livro é aberto em um ângulo inferior a noventa graus, no virar das páginas, vemos imagens de imagens: esqueletos que se movimentam, passam e desaparecem na medida em que o livro é escancarado. Esse livro não poderia ser lido à noite... o brilho do papel fica tão intenso que se torna impossível ler o livro. Apenas as letras, os ossos e os esqueletos brancos e reflexos sobressaem... Coisas que acontecem, como diz a própria autora -- este é um livro que ficou mal-assombrado.

Angela Lago
Sete histórias para sacudir o esqueleto

il. da autora
Companhia das Letrinhas, 2002


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Maria Zilda da Cunha extraído de sua tese
A tessitura dos signos

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