Literatura para Crianças e Jovensno Jabuti dos Anos 90 ... pois, vale um grão de filosofia! Caminhos podem ser questionados quando certos critérios dão o rumo para seguir adiante: razões existem, entre o céu e a terra, para o quelônio das letras parecer inseguro na marcha dessa década... De tal modo, veremos que Literatura Infantil e Literatura Juvenil não são apenas duas categorias para a premiação, contudo um problema conceitual: todos sempre se perguntam, qual a leitura própria para uma ou outra idade, desde quando e por quê? A partir de 1993, a solidez da fronteira se desfaz (para alegria ou contenda entre os jurados, coisa que jamais saberemos) e é instuída a categoria única de Melhor Livro Infantil ou Juvenil. Mas, afinal, um Jabuti para literatura ou livro, prêmio para o texto ou para o suporte material? Confusões à parte, os Anos 90 revelam curiosidades nas atribuições do Prêmio. Em 1991, o poeta José Paulo Paes e o ilustrador Luiz Maia conquistam o 1º Lugar do Jabuti nas categorias de Literatura Infantil e de Ilustração, com o lúdico Poemas para brincar... Na mesma década, o mesmo José Paulo Paes detém outro Jabuti, em 1997. Duas vezes, também inscrevem seus nomes, entre os três finalistas, as escritoras Marina Colasanti (consecutivamente, em 1993 e 94) e Lygia Bojunga (1993 e 97). Recordista, de fato, é Ricardo Azevedo, com um Jabuti em 1991, mais outros dois em 1999. Já em 1995, o prêmio para Melhor Livro Infantil ou Juvenil abre vantagem para a autora Angela Lago: apenas um título: o livro de imagens Cena de rua também está entre os três primeiros da categoria Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil. Talvez, aqui tenhamos uma surpreendente lição do Jabuti: não é só através palavras que se caracteriza a literatura, nossa grande literatura para crianças e jovens leitores! |
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