Sylvia Orthof A viagem de um barquinho il. Tato Moderna, 1995 48 pp. Bem-vinda reedição da história que nasceu como texto teatral e que revelou a escritora Sylvia Orthof aos leitores infantis. O barquinho de papel do menino Chico Eduardo resolve sair pelo mundo afora para viver suas próprias viagens. Encontrado por seu dono, que corre muitos caminhos a procurá-lo, o barquinho não atende aos seus pedidos de que volte para o rio de pano azul inventado pela lavadeira Elisete: “Peço perdão, meu menino, a viagem é meu destino. Vou dizer uma verdade: sou veleiro e liberdade, já provei gosto de mar (...) Não dá mais, não vou voltar!” E assim, Chico Eduardo compreende que “mesmo um barquinho dobrado, que por nós foi fabricado, não fica pra sempre barquinho.”
Essa bela história, enriquecida por simpáticas ilustrações, fala aos pequenos e aos adultos sobre o desenrolar da vida, o processo de amadurecimento e de conquista de autonomia e também sobre o destino dos homens, que não pode ser outro senão o da luta pela liberdade. Para ser lido e/ou encenado. |
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