Roald Dahl Os Minpins il. Patrick Benson Martins Fontes, 1994 48 pp. Cansado de viver bem-comportado, adiando sempre o seu imenso desejo de conhecer a grande Floresta do Pecado, que podia ver da janela de sua casa, o menino Billy desobedece sua mãe e atende aos conselhos do Diabo, que lhe cochicha no ouvido que ali não existiam monstros e sim, uma relva coberta de suculentos morangos.
Penetrando na imensidão de árvores, Billy começa a ouvir estranhos ruídos que aumentam e aproximam-se cada vez mais. Fugindo do que lhe parece ser o terrível monstro mencionado por sua mãe, o garoto sobe em uma enorme árvore para esconder-se. De repente, Billy percebe que os galhos estão cheios de pequeninas janelas do “tamanho de um selo”, por onde o olham minúsculos homenzinhos. São os minpins, seres encantados – homens, mulheres e crianças – donos da imensa floresta, que podem conversar com os animais que a habitam, mas que vivem aterrorizados pelo mesmo monstro que perseguiu Billy. É neste clima de encantamento que os leitores entram em contato com o protagonista Billy: um menino que desafia a autoridade do adulto e enfrenta o seu próprio medo do desconhecido para ir em busca da realização de seu desejo mais intenso e, para isto, rompe os limites do espaço familiar e sai para o mundo. Articulando realidade e fantasia, Billy amadurece, conquista autonomia e liberdade. As lindas e detalhadas ilustrações de página inteira compõem com o texto o clima de magia e fazem deste livro uma leitura para aqueles capazes de, como afirma o autor, observar “com olhos cintilantes o mundo à sua volta, pois os maiores segredos sempre se escondem nos lugares mais inesperados. Quem não acredita em magia nunca os encontrará”. |
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