Mary e Eliardo França
Mary e Eliardo França, desde 1978, criando livros de palavra&imagem para os pequenos leitores

Para a Glaucia Oliveira (Assis SP),
que me inspira ampliar a coleção...

um Gato, um
Rato, uma coleção
de jogos
de Linguagem

Peter O'Sagae
Professor de Literatura Infantil e Juvenil
Mestre e Doutorando em Letras (USP)




A coleção nasceu em 1978

O rabo do gato
, 23.ed. 2000
Fogo no céu! 20.ed. 1999
O pote de melado, 21.ed. 2000
O pega-pega, 18.ed. 2000
A bota do bode, 20.ed. 2000
Tuca, vovó e Guto, 17.ed. 2000
Que o professor fosse retorcer o nariz, as alunas sempre tiveram receio. Chegavam desconfiadas para mostrar-me a magra brochura de dezesseis páginas, incluindo a capa da frente e a de trás, cheio de ilustrações, mas eu vi assim que tem pouco texto: as crianças gostam muito e a gente tem um monte igual lá na escola, mas eu não sei se dá para fazer um trabalho sobre literatura com ele, se este livrinho tem tudo aquilo que a gente 'tá aprendendo e escuta nas aulas, o que é que o senhor acha, hein? E sempre respondi que o-senhor-não-acha-nada e elas mesmas, minhas alunas e professoras na prática diária, precisam descobrir as coisas, avaliar e refletir sobre as escolhas: mas, calma, você conhece os autores? Sabia que a Mary e o Eliardo formam o casal mais premiado da literatura para crianças, só nas últimas

Três novos títulos em 1980...

O barco, 17.ed. 3.imp. 2001
O vento, 15.ed. 8.imp. 2004
Dia e noite, 19.ed. 3.imp. 2001


... e mais três novos em 1982!

Chuva!, 17.ed. 1999
O trem, 12.ed. 1999
Na roça! 14.ed. 8.imp. 2004
décadas? Alguma coisa boa aí tem, certo? Quase sempre, juntos, eles fazem o livro (e não um livrinho): e é sobre isso qu'eu gostaria que você pensasse __ como é que eles fazem o jogo da palavra com a imagem, como brincam com o leitor?
Recentemente, no grupo de discussão Dobras da Leitura, uma troca de idéias sobre a qualidade dos textos para crianças versus o apelo da imagem (que, muitas vezes, condiciona a escolha de um livro para leitura, nas bibliotecas e salas de aulas, além de impulsionar as vendas no mercado editorial) me fez retornar à antiga e repetida cena. As informações nos afogam e o que aflige, principalmente às professoras de educação infantil e séries iniciais, é o redemoinho de critérios vários que se reviram nos discursos sobre literatura para crianças: entre os hábitos ditados no velho magistério (fortemente renovados pela voz dos divulgadores das editoras, nas escolas) e as águas que emanam nas considerações de especialistas, pesquisadores, críticos, autores (mais presentes na mídia, nas feiras e no círculo acadêmico). Águas que também não

A coleção retorna em 1986

A boca do sapo
, 12.ed. 1999
O caracol, 11.ed. 2000
O susto, 11.ed. 2000
cantam em uníssono...

No tecido fragmentário das opiniões, a coleção Gato e Rato, de Mary e Eliardo França, tem recebido uma apreciação elogiadora, porém diversa, como também o desmerecimento de alguns juízos e juízes. Sob a responsabilidade editorial da experiente Lenice Bueno da Silva, desde 1978, os livros do casal são publicados, em sucessivas edições e reimpressões, pela Ática, e formam um conjunto amplo de 35 títulos. Penso que, de fato, eles oferecem algum tipo de problema para a avaliação. São livros que podem ser observados sob muitos ângulos, de acordo com o contexto de leitura em que se inserem, as afinidades do leitor crítico, o leitor-alvo da coleção,

1987 e o quinto título de 1988

A galinha choca, 10.ed. 1998
O jogo e a bola, 8.ed. 2000
As pintas do preá, 9.ed. 2004
Surpresas! 7.ed. 1998
Que medo!, 8.ed. 1999
questões de gosto e de teoria, a literariedade (se existe ou não), a trama das imagens com o código verbal.
A construção do projeto Gato e Rato pode parecer alicerçada nas primeiras noções “de mundo” com que se costuma despertar a percepção de nossas crianças, ainda em casa na companhia dos mais velhos, e que terá reforço na “escolinha”, ou ali mesmo se aprenderá: espacialidade, lateralidade, proporção, diferenças, similitudes, oposições. No entanto, esta é a simplificação de um olhar despreparado que se confunde com a simplicidade que sentimos fluir através das pequenas narrativas. Junto à evidência fácil dessas noções básicas, o texto de Mary França enfrenta ludicamente a elaboração infantil de conceitos mais abstratos, bem

Livros lançados em 1990

Chapéu de palha
, 6.ed. 1998
Sapato novo, 7.ed. 5.imp. 2002
Pato gordo e pato magro,
8.ed. 1999


Livros lançados em 1991

Gato com frio
, 8.ed. 1999
O balaio do rato, 9.ed. 1999
Bicho feio, bicho bonito,
5.ed. 1999
como sua relatividade nas diversas situações cotidianas ou pitorescas que criou. O que temos, ponderando parcialmente o fundo temático de alguns livros, é senão outra coisa lições de vida latente (nas palavras de Nelly Novaes Coelho, 1995: 808). De modo contrário a um modesto álbum de figuras, sempre muito esquemático, as histórias, com o movimentado colorido da ilustração de Eliardo França, criam “uma atmosfera de bom humor e de vitalidade”, afirma Fátima Miguez (FNLIJ, on-line), “que levam o pequeno leitor a uma identificação com o universo positivo da infância”.
Na quarta-de-capa dos livros, pelo menos até 2002, a indicação de leitura sempre foi feita duplamente: para um público a partir de três anos e “para a criança que está se alfabetizando ler sozinha”. Com outras palavras, e certamente com novas idéias, a editora Ática passou a adotar em todos os livros de seu catálogo, o selo de “faixa etária sugerida”. Para a coleção do Gato e Rato, temos: leitura individual, a partir de 6 ou 7 anos; leitura compartilhada, a partir de 3 anos. Ora, não apenas a maturidade do leitor previsto, mas os contextos de recepção interferem

Em 1993, a coleção continua...

O piquenique, 6.ed. 1999
Um belo sorriso, 6.ed. 2001
Que perigo!, 4.ed. 9.imp. 2005
na fruição literária, e muito. Podemos contar as histórias para quem não lê e é ainda pequeno demais para ter paciência com longas narrativas. Podemos deixar quem-emenda-letra-com-letra-para-desvendar-o-texto livre da mão adulta... Por isso, textos enxutos, vocabulário tranqüilo de compreender. Agora fico a pensar: será que, tendo vencido as dificuldades da decodificação, leitores com mais de 5 anos, irão se prender às histórias? Sei não.
O que me interessa destacar também são as diferentes propostas de texto e da ilustração oferecidas pelo casal França ao longo dos 35 títulos da coleção. Nas histórias que envolvem personagens animais (bem conhecidos das

Em 1996:

A casa feia
, 3.ed. 7.imp. 2004


Em 1997:

O retrato
, 3.ed. 7.imp. 2004
crianças, como gato, rato, pato, o porco, o bode, galo e sapo), o narrador assume o discurso em terceira pessoa, a visão “de fora” mas, por vezes, entra pela cabeça de um personagem para focar seus pensamentos. Em alguns episódios, o narrador quase se esconde, deixando, mais em cena, a situação dialogada entre os bichos. Em outros livros, Mary escolhe outra voz para dar ao texto: a voz de uma criança assume o papel principal da enunciação, sua fala em primeira pessoa. O resultado é a inserção das demais seqüências discursivas, além da narração, como dominante: nos textos mais descritivos, a visão da criança sobre as coisas e os fatos do cotidiano; nos textos com um levíssimo traço dissertativo, as explicações e as dúvidas revelam buscas interiores e a satisfação de poder ser e estar no mundo ;-) As repetições de frases-situações são uma das constantes nos textos da coleção Gato e Rato, e gosto de pensar assim: nas narrativas, o efeito acumulativo, dá sabor de lengalenga às histórias; na descrição, que

Últimos títulos de 1998

Fantasia!, 3.ed. 2000
A banana, 3.ed. 9.imp. 2004
Mariana, 2.ed. 2000
tende a apreender a simultaneidade dos eventos que correm a volta, enumeração; na “argumentação”, a musicalidade de um refrão.
Embora a coleção tenha toda ela o mesmo formato, o tamanho médio de 19x22cm, as ilustrações de Eliardo evitam a monotonia de uma técnica só: imagens com o contorno preto muito nítido e cores chapadas, sem sombreados; mistura de tinta guache com o recurso de colagem; contornos muito finos com lápis de cor nas hachuras que expõem a textura do papel; ecoline e aquareladas de cores vibrantes.
Na minha estante tem...




As narrativas, principalmente as histórias de animais (A galinha choca, Um belo sorriso), enquanto registro verbal, são articuladas sem uma introdução (ordem ou equilíbrio inicial) e colocam de pronto a perturbação: o personagem à beira do conflito, como a galinha que pede aos vizinhos para vigiarem seu ninho, o rato que chega com lápis e papel à procura de alguém para fazer o retrato. As categorias de tempo e de espaço são abolidas do texto de Mary França, existindo implicitamente nas ações dos personagens ou na mente do leitor. Quando o fundo da página não se estende branco, cabe à ilustração dar alguma pista a respeito do cenário (A galinha choca, O retrato), mas mesmo assim o espaço permanece com traços bastante indeterminados. Então, situações intermediárias do desenvolvimento narrativo evoluem por uma complicação sempre crescente: os animais nada parecem perceber, ou encontram-se tão absorvidos pelas próprias ações que não são mais capazes de refletir sobre o que lhes acontece. Assim, ao leitor, fica a tarefa de avaliar o que se passa entre os personagens. Por que todos dão as costas para o gato fotógrafo (O retrato)? Até quando o gato de listras azuis dará ouvidos aos palpites dos outros (A casa feia)? Quem é que botou o ovo estranho no ninho da galinha? Uma resolução chega regada por um pouco de suspense (A galinha choca) __ que se desfaz satisfatoriamente na virada da página para a conclusão. Em todo percurso, o que é óbvio logo de cara, o narrador não confirma para o leitor. O que o leitor não imagina, fica fácil de descobrir.
Mas o que realmente predomina é o inusitado, do clímax ao desfecho, por um humor inerente à ação em cena (Um belo sorriso) ou pela graça promovida por um trocadilho lingüístico, em confronto com a imagem: “Olhem o passarinho!”, diz o gato para os outros animas e o que vemos é o tico-tico encarrapitado na cabeça do fotógrafo (O retrato), o pato chiando “Lá vem o bode” que nós sabemos ser duplamente o bicho e o problema chegando (A banana). Uma das historietas que conheço vai se diferenciar quanto ao encaminhamento para o final: o gato que dava ouvido “às outras pessoas” ;-) enfim, tem uma idéia própria para deixar sua casa bonita: obra pronta, convida o pato, o bode e o rato para entrar. O texto verbal pára nesse ponto mas, na virada de página, a ilustração toma a dupla-página mostrando o que lá dentro acontecia: os bichos em volta da mesa posta, dividem café, queijo, sorrisos e bolinhos.
O elemento surpresa é praticamente a “marca registrada” da coleção Gato e Rato e, em um trabalho com estratégias de antecipação (das sugestões fantasiosas até as inferências lógicas), as tramas oferecem oportunidades para o leitor interagir, principalmente ao que diz respeito à resolução e à nova ordem estabelecida no final da narrativa. Também alguns títulos e as imagens apresentadas na capa irão arranjar-se coerentemente depois.

Outras histórias, de gente, de bichos, ainda posso comentar. Sapato novo mantém-se fiel ao esquema acumulativo das narrativas comentadas. Numa brincadeira de soldados seguindo as ordens do capitão, o pequeno João divide-se imensamente entre marchar adiante ou evitar que seus sapatos se sujem. E vamos acompanhando as tarefas divertidas do pelotão e a indecisão do menino que não pula e não corre como os outros. No final, claro, ele encontrará uma solução... Em Que perigo! quase que não há história: é mais uma cena peripatética, de efeito cômico e teatral. Sob um céu noturno, duas joaninhas conversam. Vendo passar um vaga-lume, um morcego, uma coruja e um cometa, vão descrevendo as coisas vistas como coisas possíveis de se imaginar. O humor reside na diferença, ou dissociação, que há entre o que elas expressam (nas falas do texto verbal) e o que as coisas realmente são (estampados na ilustração).
Verdadeiramente, só “não curti” duas histórias dos doze livros que tenho na estante __ embora apresente um texto de maior extensão, a efabulação mais desenvolvida não garantiu a surpresa. Em As pintas do preá, a repetição de um elemento dramático, gerador de suspense e curiosidade, cedeu lugar a enumeração. Na roça! insere uma seqüência de introdução (apresentando personagens, onde vivem e o que fazem); aí, uma vaca some; vendo as marcas das patas no barro, Bia e Daniel vão encontrá-la na estrada (e isso corresponderia à perturbação da ordem, a avaliação da situação em busca de solução, mais o clímax) __ porém o fluxo se quebra, como se outro episódio fosse iniciado, na hora em que eles têm de pegar o bezerro...

Para falar de um fenômeno natural (O vento), Mary França encontrou a voz de uma criança que só se desvela, no final do livro. O vento venta personificado na sua passagem por uma pequena cidade: faz balançar as flores, sopra frio, sopra forte e faz todas as coisas voarem. E é isso o que vemos nas imagens, página a página, até a última, quando descobrimos o pequeno enunciador que diz: “E o vento levou pro céu meu avião de papel.” Apenas um pronome (possessivo) denuncia a presença infantil no interior do discurso. Em outros dois livros (O barco, Dia e noite), as crianças se apresentam de imediato. Um menino acena: “Adeus, papai! Adeus, mamãe! Agora, vou navegar.” Uma menina confessa suas dúvidas: “Não sei gosto mais do dia. Não sei se gosto mais da noite.” O primeiro texto faz uma incursão imaginária e descreve toda paisagem às bordas do rio até alcançar o mar. O menino vai longe, longe, apenas em um barco de papel (se mexêssemos na teoria, teríamos a certeza de que o texto trabalha com aquilo que Todorov chamou de discurso preditivo). No segundo livro, a menina pondera sobre tudo o que pode fazer, de dia, de noite, alternadamente. Vira um texto circular que termina exatamente onde começou __ o impasse: do que gosta mais?

As ilustrações de Eliardo França para a coleção do Gato e Rato acompanham o registro verbal, mas também o ampliam. Esta articulação intercódigos, entre palavra&imagem, é bem vinda. Mesmo que nelas ainda resistam um hábito associativo, de reiteração, de mostrar taco-a-taco o que é referendado no texto escrito, detalhes são inscritos nas páginas coloridas. Gestos e olhos das personagens, por exemplo, também são índices para a leitura. (E, para mim, a criança tem que “ler” a imagem, descobri-la com os próprios olhos; de nada adianta a professora ficar mostrando com o dedo, como se o aluno fosse cego de tudo: agindo assim, estará apenas atuando no nível da decodificação, estímulo-resposta pronta, fechada...) Dos detalhes do desenho, do uso das cores, da distribuição das figuras no plano do papel, descolam-se novos sentidos para a leitura.
É forte a colaboração da ilustração no projeto desses livros, mas devemos evitar equívocos, não subestimar a qualidade do texto verbal (para nossa felicidade, na maioria dos volumes aqui apresentados). Até mesmo Fanny Abramovich descurou a palavra, ao sentenciar que “embora apareçam legendas curtas, escritas por Mary França, estas seriam totalmente dispensáveis, tal o impacto visual que as ilustrações provocam...” (1991:31). Se isso pode ser demonstrado, com alguma razão, a partir das narrativas em que prevalecem a ação dos personagens (como em A banana, uma lengalenga de animais que possui a estrutura mais simples), não é uma idéia que se aplica sem prejuízos à toda coleção dos França. Vejamos que a ilustração entra numa relação de complementaridade com o texto: “De dia, eu posso balançar. Vou alto, bem alto, no meu balanço.” E vemos a menina no brinquedo, entre pássaros e borboletas. O movimento deixa o corpo da menina numa certa horizontalidade. Página seguinte, repete-se uma frase que é refrãozinho do texto-quase-poema: “Mas, de noite, eu posso sonhar.” E a imagem mostra a menina com asas voando sobre os telhados de uma cidade branca (Dia e noite).
Discordo que as imagens possam contar as histórias, isoladamente, sem perder os efeitos de sentido que se têm a partir do ponto de vista eleito para a narração. Mas, isso não está somente no discurso construído em primeira pessoa de alguns textos, mais descritivos ou argumentativos. Está no humor de Um belo sorriso, no policialesco doméstico d'A galinha choca. Minuciosa, Maria Antonieta Antunes Cunha analisou O pote de melado, encontrando elementos para a valorização do texto __ da simplicidade generosa do léxico à sonoridade das palavras combinadas nas orações absolutas de estrutura regular. Destaca também o caráter imprevisível da trama: quando vovó chega, os bichinhos se escondem e, então, ela pega o gato, o rato e o pato pelo rabo: esperamos que vovó aplique um castigo a eles, mas isso não é o que acontece. Antonieta Cunha afirma que a “ilustração de Eliardo França é, como sempre, muito boa” mas merece uma ressalva (interessantíssima, aliás): “na antepenúltima e na penúltima páginas (quando a vovó pega os animais pelo rabo), o rosto risonho dela
Um livro que não sei a data é

O rato de chapéu, 3.ed. 1998

Também preciso confirmar
se Bicho feio, bicho bonito
foi lançado em 1991
e O piquenique, em 1993.

Alguém me ajuda?
antecipa a página seguinte, desfazendo assim a imprevisibilidade que o texto guardou para o final. Preferíamos que a avó aparecesse de costas, para o suspense manter-se até a última página” (1997:68).
Pelos meandros da coleção Gato e rato (texto palavra&imagem), além das graciosas repetições do verbal, podemos encontrar outros recursos da narrativa literária, de estilo e jogos de linguagem aos borbotões: paralelismos, o polissíndeto que dá o ritmo de ignição para as frases começarem, eco e rima, aliterações entre assonâncias que compõem a musicalidade do texto, a gradação que gera o suspense para a virada da próxima página, leve ironia, as antíteses que se confinam nelas mesmas ou viram um ingênuo, mas hilário paradoxo. Tem procedimentos retóricos diluídos do barroco: dispersão e concentração dos elementos figurativos. E como nem tudo é repetição lingüística, tem também anáforas zero para serem preenchidas. Fáceis demais? Claro, tudo muito simples, sem excessos, para a nossa diversão. E daí, eu fico só matutando: quanto do gosto infantil, quanto do olhar adulto, equilibram uma avaliação da literatura para crianças? O próprio livro deve buscar ou encontrar seu leitor propício?
Dobras da Leitura
Ano VI - N.º 27 - out. 2005
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