Adriana Falcão Luna Clara e Apolo Onze il. José Carlos Lollo Salamandra, 2002 Um livro cativante. Mais que isso: envolvente a ponto de não querermos abandoná-lo, nem mesmo quando chegamos ao final da leitura. Da primeira, que pede uma segunda: preciso ver melhor esta história da velha no meio do caminho, ou melhor, no meio do mundo, naquele Vale da Perdição! Uma, duas, muitas velhas, uma para cada esquina deste vasto mundão... Ai, viver realmente é muito perigoso! E ainda vem essa Adriana Falcão inventar essa história toda linda — em que esquina, eu fui pro lado mais comprido, mais longoso? Mas deixa estar, que aqui está bom, a gente se diverte e se emociona e vibra e torce — para Doravante se encontrar logo com sua Aventura mais que Paixão, — pro sábio Equinócio poder descansar de tanta correria, — para as histórias voltarem, junto com Pilhério, para a biblioteca nacional de seu Erudito, junto com a Odisséia e Divina Comédia, e — a festa continuar sempre, em Desatinos e em todos os lugares espetados no mapa-mundi da fantasia! Como não se apaixonar por um livro, cujos personagens têm nomes tão improváveis e que — não por acaso — nos levam a passeio num ritmo todo especial e novo de uma narrativa mais que antiga? E para completar a belezura, as ilustrações e o projeto gráfico do José Carlos Lollo são de primeirísima qualidade, tornando o livro todo um deleite para as mãos, os olhos, a inteligência e a emoção. Ziraldo tem razão, com inveja ou sem inveja, é preciso exaltar a capacidade de invenção da Adriana Falcão, a sua originalidade, que não encontra paralelo na produção para jovens, nestes últimos anos. E como a minha Lagoa da Conceição também estava no mapa das velhas, me senti mais que incluída nesta cartografia fantástica! |
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