Eloí Elisabet Bocheco O pacote que tava no pote 16p. - il. Mari Ines Piekas Coleção Esconde-esconde Paulinas, 2003 De doce-doce 'regalou-se o leitor com a história da bruxinha Elisa que ganhou um baú que foi da mãe da mãe da mãe da bruxa Cristina, que é mãe da bruxinha Elisa. Um baú que vive variando cores, assim pintado segundo a vontade da pequena Elisa e as artimanhas poéticas de Eloí: um dia, é verde salpicado, depois amarelo quindim, lilás estrelado... até mesmo cor de conha recém-encontrada. Você já viu essa cor? E é dentro do baú que está uma caixa, e outra caixa dentro, e dentro um saco de algodão, um pote e... Um pacote que tava no pote. Começa o mistério, começa o caminho da bruxinha Elisa para decifrar um bilhete, começa a narrativa desnovelando-se em ritmo e harmonia de lengalenga -- aquele jeito de contar da tradição oral em que a história vai crescendo, vai crescendo e a curiosidade aumentando para sabermos como tudo poderá acabar. — Ai de mim, Rei dos Sagüis, onde posso encontrar a andorinha Lica em véspera de lua cheia? — Cruze a ponte do Fantasma e você vai chegar à uma moita de capim — disse o sagüi. — Na moita de capim tem uma bota. Sobre a bota tá voando uma borboleta. Pergunte a ela. Eloí Elisabet Bocheco experimenta renovar com muita suavidade as velhas formas narrativas de tal maneira que suas invencionices soam como se sempre pertencessem à poesia folclórica ou popular. Mari Ines Piekas soube respeitar a ternura das palavras, ilustrando em lápis aquarela contornos delicados que dão ao livro um arremate redondo... e saborosamente doce! |
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