Marciano Vasques Uma dúzia e meia de bichinhos il. Rogério Borges 4ª edição, 2003 Atual Editora, 2000 Com graça e ligeireza, Marciano Vasques faz versos sobre pequenos animais que vivem no jardim, na areia, em cima da pedra, na beira da lagoa... e até mesmo dentro do livro! Em dezoito poemas, ritmos marcados como quadrinha popular, o poeta canta como a cigarra, tece-tece vai tecendo simples amanheceres como a aranha zelosa de seu ofício. O resultado é um lirismo inocente como grãos de pólen espalhados ao vento, douradamente -- e, de diálogo em diálogo, ora com os bichinhos, ora com o leitor, algo se acende como vaga-lume: são imagens de vôos e pousos... O jogo com a linguagem poética se dá através de rimas fáceis, da repetição rítmica de palavras e da manutenção de uma estrutura frásica bem próxima do tom coloquial -- não é à toa que estes versos também viram brincadeira de roda e canções. Colorindo versos com humor, o autor se ocupa com uma comunicação direta com a criança, principalmente aquela em dias de alfabetização... Assim, não há com que tropeçar na leitura, mas um fluir de breves idéias e leves descrições sobre "pequenas maravilhas da natureza, que vivem ao nosso redor, mas muitas vezes passam despercebidas aos nossos olhos". Outros trabalhos de Marciano Vasques, curiosamente, carregam no título a soma dos textos que o livro contém, como Duas dezenas de meninos num poema (Paulus, 1998) e Duas dezenas de trava-línguas (Noovha América, 2002). |
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