Raimundo Matos de Leão Quem conta um conto, aumenta um ponto il. Sérgio Palmiro Saraiva, 2002 2ª edição, 2003 Ritmo da palavra que trama a trama: eis o livro, eis o texto teatral QUEM CONTA UM CONTO, AUMENTA UM PONTO, indicado ao Prêmio Mambembe de 1980 e que nos traz cinco histórias cadenciadas, resgate de nossa tradição oral. No palco, um cantador movimenta os atores e a fantasia do público rumo a um grande festejo de cores. Tão logo é feita a apresentação, entra em cena a primeira história "que ouvi quando menino, sentado na porta da rua em noite de lua cheia. É uma história de rei, rainha e príncipe" -- um velho conto de magina, de origem européia, conhecido como Príncipe Lagartão. Depois, surge um caso de muito grude: aquela facécia ligeira e engraçada do macaco preso numa boneca de cera; e mais outra: a Menina dos Brincos de Ouro que acaba presa no surrão, também conhecido como o "homem do saco"; na seqüência, uma lenda que explica como rato, gato e cachorro tornaram-se inimigos; por último, uma façanha de Lampião, acontecida num certo mês de fevereiro, no meio de muita poeira, quando o cangaceiro bota fogo no inferno e faz a diabada vir abaixo na hora que a ripa vadeia. Oportuna publicação da peça, em formato-livro, que nas palavras de Regina Zilberman, é "teatro para ninguém botar defeito, ainda mais porque valoriza a tradição popular, diverte, e dá a maior força para os que parecem dominados, mas têm coragem e energia suficiente para mudar sua sorte. Sua poesia e linguagem em tom brasileiro fazem a gente desejar se aprofundar em nosso folclore e em nosso teatro, abrindo caminho para, num passo seguinte, conhecer a obra de Ariano Suassuna, por exemplo." |
| |||
|