Lô Galasso Mãos de vento e olhos de dentro il. Aída Cassiano Scipione, 2002 Dizem que a beleza está nos olhos de quem vê -- e que, para ver, nem mesmo seria necessário enxergar. Existem, pois, os olhos interiores, os "olhos de dentro" como sugere o título deste livro, capazes de vislumbrar formas e cores de um modo que você, nem eu, talvez possamos conceber. Esse é um dom de poucos, como Lia, a personagem cega que sonhará figura nas nuvens pela voz do amigo Tico. Porém o menino sem conhecer o segredo de sua companheira, nas tardes em que ficam sentados na calçada, conversando e conversando... mas será que isso faz alguma diferença? O texto não oferece dificuldades para um leitor iniciante e vai sendo estruturado dentro de uma efabulação linear com o tempo marcado constantemente, quase a cada virada de página. Indicado ao Prêmio Jabuti 2003, o terceiro livro de Lô Galasso -- depois de Viagem pelo ombro da minha jaqueta (1995) e História cabeluda (1997) -- tem sido considerado uma contribuição para a inclusão social de pessoas com deficiência visual, pretextualizando a discussão sobre o tema e a descoberta de um mundo de imagens silenciosas, interiores. |
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