Luzia de Maria
Minha caixa de sonhar
Minha caixa de sonhar II

projeto gráfico: inc design
il. capa: Ionit Zilberman
Globo, 2001 e 2002


O mundo se abre em frestas, detalhes, retalhos de histórias e imagens para a colecionadora de cartões-postais Isadora. Notícias que chegam, senhas e sonhos que despertam a vontade de ver de perto os lugares que ela namorou de longe. É um começo de vida, esta imensa coleção de estradas e encontros à nossa espera, que Luzia de Maria transforma em romance.

No primeiro livro Minha caixa de sonhar, Isadora descobre o nordeste brasileiro e Gabriel, de um jeito tão primeiro e bom como feitos um para o outro... No entanto, surpresas estão reservadas em postais que vêm do passado: ladeando as promessas de reencontro entre os adolescentes, histórias antigas e elos perdidos respondem aos apelos e enganos do presente vivido por eles.

Em Minha caixa de sonhar II, Isadora terá o Velho Mundo europeu, não apenas nas mãos, mas visto por seus próprios olhos. O clima de romance se amplia: além da irresistível paixão por Gabriel, Isadora torna-se o elo de outra história de amor que luta por final feliz entre Fernando - um português que ela conhece na Itália - e Maria Rosa, que vive em algum ponto perdido no mapa de Niterói e cujo paradeiro a colecionadora de postais precisará descobrir.

Luzia de Maria atualiza a série de romances juvenis
em uma prosa que corre livre, através de reminiscências e antecipações na voz da narradora e persoangem principal, Isadora. O tom confessional das primeiras descobertas do amor mescla-se, em linguagem simples, com o sabor enciclopédico que caracteriza boa parte dos romances do gênero, no sentido da formação geral do adolescente, de uma aprendizagem de mundo. Ambos os livros são ricamente ilustrados com postais da Espanha, França, Bélgica, Cingapura, Niterói, Bahia, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e de tantos outros lugares, como o início de uma prazerosa educação do olhar.

Comentários de
Peter O'Sagae
Dobras da Leitura



« Meus pais têm sonhos espalhados pelo mundo.
O viajante é uma eterna criança, sempre descobrindo o funcionamento das coisas, encontrando alavancas, acendendo luzes antes desconhecidas. Tudo pode ser transformado, inclusive a arte: a pintura pode inspirar artistas na confecção de tapetes, na tradição que existe há várias gerações. A força do mito de uma obra-prima muitas vezes pode ser maior que suas dimensões físicas. Saudade é uma palavra dolorida. Eu posso ser uma personagem de conto de fadas, dependendo dos ladrilhos que percorro. »




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