Gláucia de Souza
Caderno de bolso

capa e projeto gráfico:
Cristina Biazetto
Kalligráphos, 2001


No bolso, todas as idéias ficam guardadas. Talvez, por esse motivo, Gláucia de Souza tenha resolvido publicar seu caderno para presentear os leitores com pequenos poemas plenos de espontaneidade. São pensamentos de tom ingênuo, como um caminho de descobertas sobre a palavra e o papel, o fazer sonoro da poesia, as aventuras através de imagens que são assombro e sossego para quem escreve.

Escrevo a palavra chuva,
enfim.
Escorro pela janela
canaleta
abaixo, rio,
deságuo...
Tão corrente,
limo, rastro, enxurrada.

No entanto, nada é puro improviso: cada palavra, com seus rostos de significação, é escolhida para ocupar o espaço exato na escritura dos textos.

Comentários de
Peter O'Sagae
Dobras da Leitura


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