Lalau e Laurabeatriz Japonesinhos Peirópolis, 2008 32 pp. Afetivos, de cara rosada, os macacos do Japão fazem guerra de bolas de neve, enquanto Lalau e Laurabeatriz por lá imaginativamente também se divertem: ele fazendo versos, ela retratando os onze japonesinhos reunidos neste livro de poemas, lançado oportunamente no ano do Centenário da Imigração. Do lendário grou de crista vermelha, resta uma dança e um reflexo no espelho de gelo. Da igualmente simbólica raposa, a infalível destreza e o pelo “lindo e macio/ igual manto de princesa”. De fato, tão constantes nos contos tradicionais do Japão, esses dois animais enriquecem o imaginário de muitas histórias de caráter mágico e sobrenatural — mas, Lalau deu preferência às peculiaridades biológicas de cada espécie, como descreve a “doce pintura” do corpo da saracura de Okinawa, o dorso de carvão e barriga de aldogão da Toninha-de-dall, a máscara facial do cachorro do mato ou cachorro racoon. As pinturas de Laurabeatriz que servem de ilustração ao livro, fortemente, são “imagens enciclopédicas”, pois apresentam e informam as características dos animais com muita clareza nos traços e definição na paleta de cores. Porém, todo esse clima zoológico, não impede algumas criações ficcionais nos poemas, como a sala de aula da salamandra-gigante, a invenção do esquilo voador na fábrica de bichos dos anjos, a matemática repetitiva dos coelhos de Amami, a etiologia do urso negro tibetano com uma lua gravada no peito... Ah, é claro: não podiam faltar as carpas! |
| |||
|