Alessandra Roscoe O jacaré bilé il. Ítalo Cajueiro Biruta, 2008 32 pp. Quem é que não sabe por que o jacaré vive se arrastando de sono durante o dia todo? Sua fama de dorminhoco é tão grande que, para as bandas do Ceará, ficou conhecido como jacaré bilé — o que significa dizer, tonto tonto de sono! E bate o sol na cabeça do jacaré, ele já fecha os olhos e só vai acordar bem depois que a tarde se pôs... E sabe por quê? Foi um coelho quem descobriu, garante Alessandra Roscoe, que o bilé do jacaré também é abilolado das idéias e pensa que a lua, redonda, branca, bonita, metida no céu, que a lua é feita de tapioca! É... Não há bocarra que consiga abocanhar essa deliciosa lua.
um fragmento de lenda, ou conto etiológico que explica um pouco dos hábitos e das crenças do povo (ou dos animais) de uma região. Dizem, afinal, que mesmo hoje alguns crêem que a lua seja feita de tapioca... Mas, como termina a aventura do jacaré bilé? O coelho monta um estratagema — e o bocudo, agitando as águas do açude, prova dum bocado só a tapioca da lua. Mas, a lua reaparece redonda — e o jacaré abocanha mais uma vez, e mais outra, e mais uma — e, sempre assim, vai se fartando... Barriga cheia, o jacaré dorme sossegado que é uma beleza. Até consegue acordar cedinho para contar a façanha para a anta, o tatu e a onça... As ilustrações de Ítalo Cajueiro são realizadas digitalmente, em cores vibrantes e traços assemelhados a recortes de papel. Por vezes, o autor aproveita a página dupla para dar um tempo a mais para o leitor parar e observar. |
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