Gláucia de Souza Catirina e a piscina il. Elma FTD, 2007 40 pp. Porque as palavras transformam, Catirina nelas mergulha para contar a sua história que é também as histórias do pai e da mãe (que o Valnei sempre insiste que são sempre parecidas demais), dos irmãos Cléverton, do Dodô e de Luzia, a que tem olhos de contar história, e mais gente — que desaparece, como o marido da Romária e a própria Romária que, um dia, desaparece, ficando só os filhos da Romária pelo mundo — e gente que chega... De fato, são as histórias que mergulham uma nas outras, pelos recortes e filhotes de vida que há de se contar por aí.
« Se a dona Amélia dizia: “Hoje lavei tanta roupa que até cansei. Tinha calça da França, blusa da Austrália, o varal cheio... Até manchei um vestido do Ceilão!”, eu escrevia: “Dona Amélia lavava roupas de pedacinhos do mundo... Tinhas cordas e cordas de terras distantes... Um dia, ela lavou tanto, tanto, que cruzou o mundo todo e foi parar no Japão.” » Gláucia de Souza vai puxando fios do novelo de uma tautologia menina, com a escrita de Catirina a reordenar o pequeno mundo à sua volta a fim de fazer diferente a história de todos. Livro ilustrado por Elma, com suas meninas com rosto de lua, em algumas páginas inteiramente ilustradas e muitas vinhetas que vão pontuando o texto. |
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