Lúcia Hiratsuka Urashima Taro, a história de um pescador Global, 2001 3.ed. 2002 24 pp. Viajar nas costas de uma tartaruga, rumo ao fundo do mar — este é realmente um sonho que, talvez, nenhum pescador sonhou. Mas, acontece, um dia, na vida de Urashima Taro conhecer de perto as riquezas abissais que o fundo mais fundo das águas esconde. Lá, encontrará o magnífico castelo do Grande Rei Dragão, com suas quatro janelas que revelam uma a uma as estações do ano. Primavera, verão, outono, inverno — e simbolicamente, porque estamos no universo do conto popular de magia, o jovem pescador, à flor da idade, viverá a passagem de um longo tempo, como os dias mais quentes, aconchegantes
Até que a saudade entardece em seu coração e ele pensa: “O que estará fazendo minha mãe? Como estarão os meus amigos?” E o pequeno leitor, nem o personagem desconfiam do que está para acontecer... Esta antiga história do Japão mistura cores de lenda às seqüências de conto mágico e Lúcia Hiratsuka, ao recontá-la em diálogo palavra&imagem, imprime ao livro um ritmo visual de cinema, privilegiando os planos de conjunto muito abertos, variando os enquadramentos que espiam as cenas ora do alto, ora em perspectiva, ou com seu pincel-câmara na linha de frente às personagens — até que, da página branca, a princesa do fundo do mar, com o véu rosa claro delicado flutuante, surge em um plano mais próximo, quase íntimo: ela vem em nossa direção e o leitor-expectador poderá ver pretos sobre o preto penteando os cabelos da jovem, os bordados talvez tecidos em seda vermelha, os olhos marejados da bela filha do Rei Dragão.
uma pequena caixa fechada e amarrada com cordão de seda. — Isto é um presente para você. Guarde-a como lembrança deste lugar. Só deve me prometer que nunca irá abri-la, em hipótese alguma. |
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