Elias José Limeriques para pinturas il. pinturas de Gustavo Rosa Noovha America, 2007 40 pp. Porque leitores são cirandeiros, Elias José vai logo cantando:
Gustavo Rosa que inspiraram toda a nova moda do poeta. Quando a imagem (quadros, desenhos, estátuas ou gravuras) serve de motivo para a inspiração verbal, chamamos o texto de écfrase (descrição ou comentário) que resulta de um processo inverso ao das narrativas e poemas quando são expandidos ou reduzidos por uma ilustração feita depois. E para este diálogo imagem-palavra, Elias José escolheu compor versos ao modo dos limeriques — quer dizer, moda e modo de Elias sempre têm um jeito só seu, liberto e lento para dar emprestado aos saltitantes quintetos ingleses um sotaque mais extenso e mineiro. Originalmente, os limeriques são formas tradicionais regulares com versos medindo 8-8-5-5-8 sílabas poéticas, dentro de um esquema de rimas AABBA. Nos limeriques para pinturas, os versos vêm e vão dispensando as formalidades do ritmo antigo, permanecendo só os sons finais, assim:
E dando a meia-volta, volta e meia, Elias desamarra a cara da namorada, abocanha maçãs da serpente rosa e ardilosa, faz o campeão correr doidão com um sorvete na mão, vende sonhos no carrinho de pipoca! Quem quer comprar? |
| |||||
|