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 Ana Cristina Massa




Ana Cristina Massa
O segredo do colecionador

Biruta, 2006
140 pp.


Quem rouba um livro não rouba apenas um volume de páginas impressas, pois pode estar roubando um importante fato da História de todos os homens, principalmente se o livro em questão for um original com mais de quinhentos anos. Pior ainda, se não for livros raros, mas antigos documentos, manuscritos, mapas... Desvendar
a História é igualmente uma aventura, como desvendar
uma história de mistério — melhor ainda quando ambos os caminhos se fundem em uma narrativa só: Eugênio, o Gênio, Jonas, Goma, Sofia e Isadora são os Invencíveis, sempre
a esquadrinhar as ruas, os lugares, os monumentos da arquitetura histórica brasileira no Rio de Janeiro.

Desta vez (no terceiro livro da série), o quinteto encasqueta com a figura pálida do novo professor de História, agarrado a uma velha pasta. Até aí, nada de extraordinário, não fosse
o fato de ele ainda não ter memorizado os números do segredo que trazia anotado em um pedaço de papel...
O detalhe não passa despercebido a G que, então, decide ficar de olho. Pronto: começam as confusões, passeios, corridas de táxi, perseguições da Biblioteca Nacional até
o Jardim Botânico, numa trama que envolve, mais uma vez,
o detetive Sombra, um colecionador de obras raras, um ambulante mal encarado e um ladrão especializado em livros e gravuras antigas — e um manuscrito medieval do marinheiro Álvaro Velho sobre a viagem de Vasco da Gama!

Com um texto veloz, Ana Cristina Massa desvenda fatos e postais da paisagem turística, ligando-os organicamente à novela policialesca e juvenil. Além dos livros com fundo falso, as aquisições nas feiras de antiguidade e sebos da cidade, navegações com laptop e em códigos medievais, há um tempinho reservado para a descontração, o som do DJ na festa de Gênio, a troca de pares românticos, as confissões entre os irmãos Goma e Sofia e outros conflitos sentimentais.


Títulos anteriores
da série de
investigações históricas com
os Invencíveis:
Mistério no Museu Imperial e Enigma na Capela Real

Comentários de
Peter O'Sagae
Dobras da Leitura



« Ed estava comendo o primeiro pedaço de uma pizza, quando Gênio chegou. Ele devorou quatro pedaços e Ed ficou com o último:
— Que fome,
hein? Não almoçou?
— Tio, trouxe
um presente para você.
Gênio sacou da mochila o livro sobre
D. João VI que ele comprou do ambulante e deu para Ed:
— Oba, livro! Adorei.
— Quem é essa mulher feia aí na capa, ao lado dele?
— A esposa,
Dona Carlota Joaquina. Ela sempre foi retratada assim. Era espanhola, filha de um rei chamado Carlos IV, e eles se casaram muito novos.
Ele tinha dezoito anos e ela, apenas dez.
— Caraca,
por que se casaram
com essa idade? »




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