Graziela Hetzel Histórias de lavar a alma il. Ana Raquel DCL, 2002 62 pp. Histórias de remanso e longo vagar que penetram na neblina do tempo para fazer clarear certa cor diante de nossos olhos: assim são as narrativas de Graziela Hetzel, aninhadas que foram por um velho condão feérico dos símbolos, tão ao gosto de marinas, wildes e manhãs. O primeiro conto lava a alma da Dama Cinza que, no mistério de seu bordar, esqueceu como era bom o mundo vivo de fora da torre. E o arrulhar doce de uma pomba que a põe em estado de alerta, no atrevimento do desmanche para reecontrar a meada do antigo labirinto que a esconde... Também esqueceu o presente e não via mais sua própria imagem, um príncipe que temia crescer. E também temia o mundo além dos muros do castelo de mármore cor-de-rosa, a princesinha que amava e morava com duas grandes feras. Por fim, a menina que uma rainha enviou à terra dos magos, além das sete montanhas de pratas e dos sete rios de fogo, para despreender-se de um coração de pedra. São quatro histórias que se cosem com sentimentos e imagens próprias como os contos tradicionais não fazem, à descoberta de novas paisagens humanas. De cintilâncias, a alma que vem aqui se banhar, também encontra pontos e panos que a ilustradora Ana Raquel bordou ao computador, como uma nova caixa de linhas e agulhas. Juntas, as duas autoras alinhavam delicadezas de outros tempos. |
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