Especial para a Folhinha
Edição 14 de abril de 2007





A leveza e o humor
são duas coisas que
mais me agradam,
na literatura infanto-juvenil, além de fazer sonhar e colocar algumas imagens em nossa mente para fazê-la funcionar.
Também gosto da velocidade dos textos.
Quando são curtos, dão para ler rapidamente. Mas existem textos mais longos que são ágeis no jeito como o autor escreve: a gente lê e nem percebe o tempo que passou. Então, dá aquela sensação de velocidade, o que é uma boa vantagem para quem curte ler o mesmo livro várias vezes. Desses, escolhi dez!


Indicação 6 a 12 anos

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Veja a lista completa
de livros indicados
por 17 especialistas, na Ilustrada
da FolhaOnline


Sua alteza a Divinha, de Angela Lago (RHJ).
É um livro montado como se fosse uma carta enigmática e
os personagens passeiam pelo meio do texto. Pra quem gostar,
todos os livros da autora têm sempre uma surpresa, e das boas.




Pererêêê Pororóóó, de Lenice Gomes, il. André Neves (DCL).
Com muita pirueta e poesia, a autora destrava-língua e solta adivinhas para descambar um bando de sacis peraltas, quando
duas crianças resolvem visitar um velho casarão abandonado.




A casa dos benjamins, de Socorro Acioli,
ilustrado por Daniel Diaz (Caramelo)
.

Misturando realidade e sonho, a menina Flora desvenda
segredos bem guardados da casa onde Rachel de Queiroz
morou e passou momentos felizes.




Lin e o outro lado do bambuzal, de Lúcia Hiratsuka (Edições SM). Um filhote de raposa, um broto de bambu e uma menina que
toca flauta aprendem o que é a cumplicidade, o respeito pelas diferenças e a vencer os primeiros obstáculos.




A caligrafia de Dona Sofia,
de André Neves (Paulinas)
.

Ilustrador também escreve e, aqui, além da história principal,
as páginas do livro são feitas como se fossem as paredes da casa de dona Sofia: poemas de todos os tempos, em todos os cantos.





Diário de um gato assassino, de Anne Fine, com ilustrações
de Sofía Balzola e tradução de Mariana Rodrigues (Edições SM)
.
Um crime que não aconteceu e um gato pra lá de folgado,
cara-de-pau, irônico e muito perspicaz garantem
uma seqüência de muito agito e confusão.




No olho da rua, de Georgina Martins,
ilustrado por Nelson Cruz (Ática)
.
Muito habilmente, a escritora mostra que a palavra vence
o medo, em cinco contos sobre os sustos e os sonhos
de meninos e meninas de rua.




Meninos do mangue, de Roger Mello (Companhia das Letrinhas).
Ao perder uma aposta para a Sorte, a Preguiça paga a prenda contando suas próprias aventuras: são oito histórias com uma pegada popular, bom ritmo, encaixadas de um jeito que ninguém imagina.





Beatriz em trânsito, de Eloí Elisabet Bocheco,
ilustrado por João Lins (Dimensão)
.

Uma família incomum e a magia dos livros cercam Beatriz
com muita alegria, nesta novela sensível sobre o que significa
perder os amigos e outros enfrentamentos.




Seis vezes Lucas, de Lygia Bojunga (Casa Lygia Bojunga).
Lucas aprende a reinventar a si próprio, diante da primeira desilusão de amor e outras perplexidades que os adultos criam.





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Peter O’Sagae estuda literatura infantil e juvenil há dezoito anos.
Criou o site Dobras da Leitura – www.dobrasdaleitura.com,
especialmente para gente grande entender um pouco mais sobre o assunto.
Está concluindo uma tese na USP, é leitor crítico de algumas editoras de São Paulo
e também trabalha como assessor do Plano Nacional do Livro e Leitura – PNLL.

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