Anne Fine Diário de um gato assassino trad. Mariana Rodrigues il. Sofía Balzola Edições SM, 2004 64 pp. Fofo, meigo, delicado, um 'amor de pessoa' — isso é tudo o que o dono de um gato acredita que ele possa ser. E assim também é Veludo. Ou quase isso, não fosse sua auto-suficiência... Quer dizer, nem sempre ele é um gato obediente. Manhoso, isso ele é. Tinhoso? Também. Às vezes, aparece em casa com alguma coisa morta entre as patas, ou seus bigodes. Passarinhos, ratinhos, todos mortos... Que horror! Está certo. Talvez Veludo não seja tão meigo assim. Definitivamente, delicado ele também não é. O que dizer de Veludo? Fofo? Ah, sim, um psicopata gordo e peludo, diz o pai da Carol. Em tempo: o que você queria que o pai da Carol dissesse depois de experimentar as garras de Veludo, tendo as mãos arranhadas e sangrando, a malha toda desfiapada, no dia em que cismou levá-lo para tomar vacina? No consultório da veterinária, anotaram em sua ficha: MUITO CUIDADO. Enfim, esse gato não é brinquedo, não. No entanto, que outras qualidades (inegáveis) Veludo tem! Ótimo senso de humor, temperado com desprezo e ironia, além de uma sinceridade plena (claro, correspondendo a 100% de sua própria ótica) — que o fazem um habilidoso narrador das confusões e estranhices em que mete a família de Carol com a morte de Bongô, o coelho da vizinha.
irá se defender das acusações?
Anne Fine A volta do gato assassino trad. Mariana Rodrigues il. Sofía Balzola Edições SM, 2006 64 pp. Tem mais, tem mais: nunca viaje e deixe um padre para tomar conta da casa e de seu santo de estimação! Veludo e sua turma, Bela, Tigre e Xodó só esperam a família sair de férias para caírem na farra... não fossem os desígnios humanos e os empecilhos divinos: ração que voa pelos ares, gatos que caem do céu — e a aparição miraculosa de uma linda gatinha vestida de touca e camisola. Quem? Mimosa! «E tudo o que
A tradução do texto de Anne Fine é competente, |
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