Era uma vez um reino de mentira 
 Léo Cunha e Ricardo Benevides



Léo Cunha e
Ricardo Benevides
Era uma vez
um reino de mentira


il. André Neves
Record, 2005
32 pp.

Duas histórias tão próximas
de países tão distantes,
com reis e suas rainhas, castelos e campos de batalha,
um jogo de bola e cartas sobre a mesa.

Ricardo Benevides inventa o reinado por uma semana
na primeira história do livro — O castelo e os reis.
Só mesmo quem vence, merece reinar: e o povo torcia
com cantos de guerra, bandeiras, sonoras cornetas...
Rolava a disputa em campo,
rolavam os palpites pela cidade.
Na peleja, meninos vadios de várzeas e terrenos baldios querendo a taça, a coroa, o troféu,
o direito de serem apenas reis por um dia.

Eis a majestade do futebol
no colorido da linguagem figurada
com toque de conto medieval.

Leo Cunha embaralha a vidinha dos naipes
na venturosa fuga que se narra na história
d'A Dama Dourada e a Rainha Negra.
Cansada do carteado de sempre, a Rainha de Ouros
decide abandonar seus pares e encontra a promessa
de um novo castelo dos destinos cruzados sobre
um tabuleiro de xadrez. Da Rainha Negra toma as vestes
e dá seu hábito à amiga real. Quantos truques, embates, vitórias, empates, surpresas e derrotas conhecem,
não contam os dedos da mão, nem os blefes e os lances
que esquecerão jamais.

Eis a majestade do salão
num trocadilho de figuras e linguagem
com piscadas carrollianas.

Jogando com letras e imagens, André Neves
emplaca nas ilustrações: é gol, é cheque-mate!

Comentários de
Peter O'Sagae
Dobras da Leitura



« Ao lado das quatro rainhas ficavam, sempre atentos, quatro jovens valentes. Ao lados dos quatro reis, quatro nobres cavaleiros, munidos de um só dever: manter o reino em paz duradoura. Um era ás nas espadas, os demais, em outras armas.
Dizem que
naquele reino nada de novo ocorria, pois cada mudança exigia aprovação dos quatro monarcas. »


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