Poetas populares Nau Catarineta il. Roger Mello Manati, 2004 Rema que rema, que eu quero chegar: rema pra terra que eu remo pro mar! A bordo deste livro, um dos romances mais belos da tradição galaico-portuguesa popular que remonta origens no século XVI. Ninguém nunca soube se, de fato, existira a Nau Catarineta mas até hoje a Marujada, um folguedo bailado brasileiro, tem suas histórias pra contar. Roger Mello mergulhou na pesquisa e sintetizou os versos de vários pontos, cordões e cantorias. As páginas do livro abrem-se teatralmente como o espaço da folia, com seus personagens-brincantes zig-zagueando de um lado para o outro. Livres, entre versos e cores, eles têm suas falas representadas dentro de faixas e flâmulas como se costumava ver nos emblemas medievais. |
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Roger Mello Cavalhadas de Pirenópolis il. do autor Agir, 1997 Por uma flor do cerrado, vale o amor de Lucinda pelo Menino Onça. É Arlindo mascarado de curucucú, forte e valente que venceu carcará. É a história desse amor, dos desencontros entre os dois, mais a vontade da Doceira de possuir a flor e aquele amor. Nem conto que ela deu piti e partiu pro mato buscar buriti. Como ficou lá enganchada nos galhos, deu pra traição de seu desamor com o carcará ressentido: delatou Arlindo, ladrão da flor, e a fantasia se finda... Ou não? Ao fundo de tantas promessas e quereres, a cidade de Pirenópolis (Goiás) e sua famosa Cavalhada, encenação que trata de reis e doze pares de bravos cavaleiros como, outrora, fora Carlos Magno. De um lado, o cordão encarnado dos mouros; de outro, o cordão azul-cristão de meu rei. Eia, domingo de fitas e vitrilhos pela rua. | |||
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Roger Mello Maria Teresa il. do autor Agir, 1996 Ao longo e longe do Rio São Francisco, a travessia de Maria Teresa é feita em algum ponto que ninguém conta entre Minas Gerais e a desembocadura por Alagoas e Sergipe. Alma de moça no corpo de barco, simplesmente Teresa, a carranca, coleciona histórias das margens: que tudo assim se resume, em duas linhas idênticas em lugares diferentes: o conhecimento um só pois a trama é a mesma meada. E Maria Teresa se alembra, agiganta, o encontro-tido-que-teve com o famigerado bicho-d'água, em noite crescida de breu, chovia e, na correnteza que corre, quem corre é ele: eta, careta mais feia! Isso sim, isso feito, com rima no rumo... Pra lá do São Francisco é depois. |
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