Nau Catarineta



Poetas populares
Nau Catarineta

il. Roger Mello
Manati, 2004


Rema que rema, que
eu quero chegar:
rema pra terra
que eu remo pro mar!
A bordo deste livro, um dos romances mais belos
da tradição galaico-portuguesa popular que remonta origens no século XVI. Ninguém nunca soube se, de fato, existira a Nau Catarineta mas até hoje a Marujada, um folguedo bailado brasileiro, tem suas histórias pra contar.
Roger Mello mergulhou na pesquisa e sintetizou
os versos de vários pontos, cordões e cantorias.
As páginas do livro abrem-se teatralmente como o espaço
da folia, com seus personagens-brincantes zig-zagueando de um lado para o outro. Livres, entre versos e cores, eles têm suas falas representadas dentro de faixas e flâmulas
como se costumava ver nos emblemas medievais.

cores premiadas

« Prêmio Jabuti 2005
de Melhor Ilustração

Prêmio FNLIJ 2005
- "Hors Concours"
A Melhor Ilustração

e "Hors Concours"
do Prêmio Figueiredo Pimentel - O Melhor Livro Reconto (FNLIJ, 2005).



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»
Selo
Altamente
Recomendável
para a Criança
– FNLIJ 1998

e Prêmio Jabuti 1998
- Melhor Ilustração


 Cavalhadas de Pirenópolis

Roger Mello
Cavalhadas de Pirenópolis

il. do autor
Agir, 1997


Por uma flor do cerrado, vale o amor de Lucinda pelo Menino Onça. É Arlindo mascarado de curucucú, forte e valente que venceu carcará. É a história desse amor, dos desencontros entre
os dois, mais a vontade da Doceira de possuir
a flor e aquele amor. Nem conto que ela deu piti e partiu pro mato buscar buriti. Como ficou lá enganchada nos galhos, deu pra traição de seu desamor com o carcará ressentido: delatou Arlindo, ladrão da flor, e a fantasia se finda...
Ou não? Ao fundo de tantas promessas e quereres,
a cidade de Pirenópolis (Goiás) e sua famosa Cavalhada, encenação que trata de reis e doze pares de bravos cavaleiros como, outrora, fora Carlos Magno. De um lado,
o cordão encarnado dos mouros; de outro, o cordão azul-cristão de meu rei. Eia, domingo de fitas e vitrilhos pela rua.

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 Maria Teresa



Roger Mello
Maria Teresa

il. do autor
Agir, 1996


Ao longo e longe
do Rio São Francisco, a travessia de Maria Teresa é feita em algum ponto que ninguém conta entre Minas Gerais e a desembocadura por Alagoas e Sergipe. Alma de moça
no corpo de barco, simplesmente Teresa, a carranca, coleciona histórias das margens: que tudo assim se resume, em duas linhas idênticas em lugares diferentes:
o conhecimento um só pois a trama é a mesma meada.
E Maria Teresa se alembra, agiganta, o encontro-tido-que-teve com o famigerado bicho-d'água, em noite crescida de breu, chovia e, na correnteza que corre, quem corre é ele: eta, careta mais feia! Isso sim, isso feito, com rima
no rumo... Pra lá do São Francisco é depois.


« Prêmio FNLIJ 1996 - Melhor Ilustração,
Menção Especial Bloch Editores - 1997 e
Prêmio "White Ravens", conferido pela International Youth Library (Alemanha, 1998).



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