Anna Claudia Ramos Não é bem assim a história il. Victor Hugo Cecatto DCL, 2002 Os pais de Renato vão se separar e ele está inconformado, na maior nóia, num turbilhão de péssimos sentimentos. O pai vai sumir, casar com outra e bancar o paizão em outra família só pra impressionar... Só mesmo a Flavinha consegue ficar a seu lado, aturando tanto drama e mostrar que não é bem assim a história! Flávia sugere que façam uma pesquisa pelo colégio sobre quem tem pais separados e, com o gravador, captam relatos da vida como ela é... cheia de histórias. São sete histórias de descobertas e possibilidades dentro da narrativa principal de Renato e seus amigos. O tema 'separação dos pais' é apenas o início para compreender como o núcleo familiar, nos dias de hoje, assume diversas configurações e maneiras de encontrar a felicidade de um lar. «A obra encoraja o leitor a encarar os problemas e procurar resolvê-los da melhor forma possível, mostrando como situações difíceis podem nos trazer lições positivas.» Por isso também, o livro apresenta histórias tristes, casos ainda por definir, outros que vão se transformar... Narradas quase sempre por seus protagonistas, ou um parente muito chegado, as tramas revelam os conflitos de Diná que sempre escondeu o pai de João, porém um encontro imprevisto acaba reunindo os três; a decisão de Nanda por assumir uma produção independente, quando a gravidez não impediu que Joca viajasse para longe; o pai de fachada de Fred, sempre sem tempo para o filho; Maria Clara que usa a filha para conseguir dinheiro de Edu, pouco se importando com os sentimentos de Tatiana; a felicidade de Camila, para quem o destino trouxe um pai e um namorado para a mãe; a história do pequeno Lucas que desconhece que todas as crianças possui um pai, mesmo não o conhecendo; e o casal alternativo, Beth e Roberta, que decidiu ser mãe biológica com o apoio de um amigo. Cenas da vida real em uma linguagem apressada, urbana e sumária. Para ilustrá-las, Victor Hugo Ceccato escolheu e escanerizou uma porção de fotos antigas, criando faces para os nomes tão particulares, quanto anônimos. Olhamos rostos de gente como a gente. |
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