Pedro Bandeira Alice no país da mentira il. Roko Ática, 2006 O consagrado autor da literatura infanto-juvenil brasileira, Pedro Bandeira, chama a atenção em Alice no País da Mentira para os vários conceitos de verdade e mentira e para o poder da linguagem na comunicação entre as pessoas. A obra é inspirada nos clássicos “Alice No País das Maravilhas” e “Alice através do Espelho”, do inglês Lewis Carroll. E é rica em ilustrações, assustadoras e divertidas, criadas pelo artista Roko. O livro conta a história de Alice, uma menina ingênua, que se decepciona com seu melhor amigo Lucas. À procura de respostas, ela atravessa o espelho do sótão da casa de sua avó e se depara com dois mundos distintos: o País da Mentira e o País da Verdade. A viagem se transforma em uma louca – e filosófica – aventura pelos valores humanos. Corrupção, falsidade, delação, mentira de político, meia-verdade... Essa viagem vira pelo avesso a cabeça de Alice. Se antes mentira era mentira e verdade era verdade, agora a situação complicou... E ela, assim como o leitor, vai ter de rever seus conceitos sobre mentiras e verdades. E também entender que é preciso saber escolher e assumir a responsabilidade por suas escolhas. Outras passagens e personagens do livro - como o Barão Mimi e suas citações às guerras do passado, o Sábio Didi e o filósofo Totó - merecem destaque por terem sido criadas a partir de grandes ícones da cultura mundial: escritores, poetas, filósofos, obras e fatos históricos. Entre as inspirações de Bandeira estão os gregos Aristóteles e Diógenes, “As aventuras do Barão de Münchhausen” do escritor alemão G. A. Büerger, poema de Fernando Pessoa e trechos de “Odisséia”, de Homero. |
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