Mirna Pinsky Tatu-bolinha il. Alessandra Tozi Scipione, 2005 Luciana levantou a pedra colocada no meio do jardim e encontrou o presente de aniversário ideal para sua prima Renée: um tatu-bolinha. Imediatamente a menina providenciou uma caixa de fósforos para servir de lar para o “bichinho” até o dia da grande festa. Essa relação de amizade entre as crianças e os animais é abordada no livro Tatu-Bolinha, de Mirna Pinsky. Para a autora, a construção dos personagens é de fundamental importância quando o assunto é literatura infanto-juvenil. “Eles não são apenas veículos do enredo, são a parte ‘contundente’. Gosto de fazer minhas histórias passarem pela cabeça e pelo coração de personagens infantis, e acredito que isso cubra duas funções: aproximar a história do leitor e, ao mesmo tempo, auxiliá-lo em sua trajetória de construção de identidade”, explica. A obra cria um relacionamento de troca afetiva entre a garota e o tatu para relatar a maneira engenhosa e, ao mesmo tempo, despojada como a criança lida com o mundo ao seu redor. “Há dias, Erik, meu neto de cinco anos, me presenteou com um aviãozinho de papel. Ele disse que estava me dando esse presente para eu brincar de viajar, quando tivesse vontade. A Luciana do Tatu-Bolinha antecipou-se ao Erik em absorver os rituais do mundo adulto e lidar com eles na configuração de seus recursos”, afirma Mirna Pinsky. As ilustrações, feitas com lápis de cor em papel colorido, acompanham os acontecimentos da trama com sensibilidade. Quem assina é a artista plástica Alessandra Tozi. |
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