O jogo da fantasia



Elias José
O jogo da fantasia

il. Cláudia Scatamacchia
músicas compostas por
Andréia Franco Schkolnick
e Roberto Schkolnick

Paulus, 2003


Um teclado soando piano, uma suave percussão, e sons
que tilintam, sementes do pau-de-chuva que tombam:
com muita delicadeza, os instrumentos criam a ambiência sonora para o timbre forte de Elias José, na abertura
do CD que acompanha o livro O jogo da fantasia.
Mas o poeta não está só: do início ao fim,
vozes infantis vão tomando/entoando a cena, acompanhados de músicos experientes. O disco possui 28 faixas e alterna momentos de leitura expressiva de textos, brincadeiras rítmicas e dezesseis poemas musicados. Sob a regência de arte-educadores, o projeto desfila por variados estilos musicais, com melodias simplificadas e tons adaptados à extensão vocal da criança, buscando facilitar a assimilação e o aprendizado dos versos. O livro O jogo da fantasia, de
Elias José, foi originalmente publicado em 1989 e conquistou
o Prêmio Odylo Costa, Filho - FNLIJ.

áudio-poemas

« é bom ouvir o frevo bom de “O bico do galo”, o duplo resgate de formas populares tradicionais em “Piados do passarinho” e as quadrinhas inspiradas de “Improviso”.


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um trem caipira reinventado na
“Cantiga de dia inteiro”,
o tom de antigos saltimbancos e menestréis na faixa-título
“Cantiga de ninar vento”
e o som madrigalinho da “Cantiga de amor”.


 Cantigas de ninar vento

Gláucia de Souza
Cantigas de ninar vento

il. Cristina Biazetto
músicas: Jorge Hermann
arranjos: Marcelo Nadruz

Kalligráphos, 2004


Inspirada, Gláucia de Souza trova e retrova a tradição em versos de sete sílabas, às vezes mais, às vezes menos e livre, num sabor docifácil de quadrinha. Seus poemas já nascem no feitio de cantigas e foram muito bem acolhidos pela melodia de Jorge Hermann. Trata-se de uma lírica urbana e, ao mesmo tempo, de roda e medieval, que soa entre a viola e o violino, bandolim, piccolo, cello, um arguto oboé, serena flauta, festiva percussão. Nas quinze faixas do disco, o conjunto instrumental baila com as vozes dos cantores (um barítono, outro tenor, mezzo soprano e soprano inteira), escoltando leitores-ouvintes a um tempo de príncipes e princesas do nosso imaginário sonoro.

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 Clave de Lua



Leo Cunha
Clave de lua

il. telas de Eliardo França
músicas: André Abujamra,
Luiz Macedo e Renato Lemos

Paulinas, 2001


Fazer poesia é despertar o som no balanço das palavras e, para Leo Cunha, isso até parece brincadeira: e transforma instrumentos musicais em inusitados objetos animados, objetos em simpáticos instrumentos de ar, cordas, batidas
e swing de imaginação. Dos 21 poemas "musicantantes"
que compõe o livro, quinze foram acordados sonoramente rumo a uma aventura entre ruídos, vozes que falam e cantam, improvisos de jazz, arranjos de orquestra, dissonâncias saborosas... O compromisso estético
e a novidade equilibram-se nas canções, na escolha
de ritmos variados e mesmo no incremento divertido de pequenos versos em audiobox de sound-text (e isso quer dizer que há aqueles momentos em que o som da voz é trabalhado como textura, surgindo em camadas entretecidas por edição e algumas filtragens). Ah, sim: porque uma andorinha só não faz cantoria, o "livrocedê" Clave de lua reúne talentos das três artes: pintura sobre música, poemas sobre música, e música sobre poesia.
« ouvidos atentos
para reconstrução do poema “Capoeira”,
a atmosfera cromática e esférica da “Escala”
e... uni duni tê, o colorido “Xote na orquestra”.



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