Brincando na Chuva




O menino poeta
Henriqueta Lisboa, il. Marilda Castanha
Global, 3.ed. 2006

Bagagem de Livros — A teimosia de brincar debaixo da chuva jamais se apagou de minha memória: no tempo em que usávamos guarda-pó, mal sabia metrificar poesia, mas achava tal a resposta do menino — "Eu não sou feito de açúcar / Para derreter na chuva." Os versos de Henriqueta Lisboa inspiravam a ousadia de permanecer contra o vento que, palpável, até hoje me faz abrir a janela do carro para segurá-lo com as mãos. A imagem do menino brincando na chuva, extraída do poema Tempestade da antologia O menino poeta (1943), retorna agora numa segunda-feira cinzenta. Pois bem: vejamos como a mesma brincadeira reaparece em outros livros de literatura para crianças.



Menino Chuva na rua do sol
André Neves, il. do autor
Paulinas, 2003

Press-Release editado — O autor extrapola os limites entre o humano e os fenômenos da natureza (sol, nuvem, chuva). Logo no título, o autor já indica esta perfeita fusão: chuva, no caso, não é substantivo, mas adjetivo que qualifica ou diferencia o personagem. É assim que este Menino "fala pingos de palavras e enxerga nuvens brincando no céu", é assim, que ele mergulha e se banha na água da chuva para, em seguida, evaporar e subir acima das nuvens, de onde vai cair novamente, em forma de chuva na Rua do Sol".


Franscisco Gabiroba Tabajara Tupã
Celso Sisto, il. do autor
EDC, 1999

Vitrine Literária — História para construir histórias: eis o presente de companhia que Celso Sisto oferece a seus leitores: um menino "louco mesmo" que falava e saía correndo, feliz com chuva, dançando na rua, quando um dia assim, para os outros, seriam só horas bolorentas de prisão dentro de casa... Leia mais »



Quando chove a cântaros
Gloria Kirinus, il. Graça Lima
Paulinas, 2005

Vitrine Literária — É a imaginação poética que aqui chove em cortinas de fascínio e tragédia: um banho que o mundo recebe para lavar o corpo e a alma, um espetáculo imenso de alegrias e pais-nossos (...) Quando chove a cântaros, as ruas viram rios e as cenas mais descabidas acontecem. Carros boiando como os barquinhos de papel que nossa infância permitia fazer e fazíamos correr na aguaça das calçadas. Leia mais »


Se a chuva cai lá fora, dentro de casa...


Dia de chuva
Ana Maria Machado
il. Nelson Cruz
Salamandra, 2002

Gato marinheiro
Roseana Murray
il. Elisabeth Teixeira
DCL, 2004
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Mudamos a perspectiva
e também as brincadeiras ;-)

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    Bolinho de Chuva

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    Santa Clara, clariai,
    São Domingo, alumiai,
    São Jerômo abra o sol,
    Prá secá nosso lençol.



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    LINKS CURIOSOS

  • Singin' in the Rain
    porque adultos também se divertem Cantando na chuva (1952)

  • Chovendo na roseira,
    de Tom Jobim, é também uma lengalenga prazenteira de versos e instantâneos "passeando no molhado"

  • Sensor converte impacto da chuva em energia elétrica
    Notícia da BBC Brasil, publicada em 24 Jan. 2008




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    Dobras da Leitura
    Ano VIII - N.º 52 - fev. 2008