* texto provisório de minha pesquisa para a monografia Palavras e Imagens na Literatura para crianças e jovens leitores, apresentada em dezembro de 2005 ao Programa de Pós-Graduação em Poéticas Visuais.

* arte de Quint Buchholz


Peter O'Sagae *

Ms. Ddo. em Letras (USP)



Todo comentário sobre um texto literário resulta em uma meta-produção — que, de alguma maneira, ensina-nos a ler o objeto apreciado. Teses e dissertações revestem comentários de análise, divulgam teorias e olhares, transformam a obra de literatura em uma paisagem de questionamentos. E, quanto ao estudo das relações entre palavra e imagem no livro para crianças e jovens leitores, os 25 últimos anos têm arrolado contribuições e desconversa sob pretextos de investigação e pressupostos teóricos diversos. Por ora, a breve atenção ao título de algumas pesquisas defendidas em programas de pós-graduação, tendo ao fundo seu vínculo a áreas específicas do conhecimento, revela-nos um percurso de interesses díspares, múltiplos, interdisciplinares. Mas igualmente sinais de amadurecimento quanto aos métodos de abordagem, análise e confronto de referências. Se o próprio estudo da Literatura Infantil e Juvenil tem, em tempos de constante mudanças, reclamado para si a intervenção de enfoques multidisciplinares, a pesquisa palavra&imagem não faz por menos.
Vêm da Psicologia, os primeiros apontamentos sobre a Percepção de ilustrações em literatura infantil: fatores emocionais e de desenvolvimento viso-motor, de Ronilda Ribeiro (USP, 1980), que registra fortemente preocupações cognitivas sobre a função da imagem como apêndice ou suporte para a leitura do texto verbal. O esteio escolar, ou a natureza para-didática do livro de literatura, também está em A construção da narrativa infantil oral calcada em livros de estória ilustrados, defendida por Marilene Garcia (Unicamp, 1988) e que aponta timidamente para uma relação de reciprocidade intercódigos, no espaço interno do livro, para a criação ou reforço de referências que dão estrutura às narrativas. Infelizmente, em seu resumo, a autora parece desprezar a dimensão da literatura como arte endereçada para pequenos leitores, assumindo um diminutivo depreciativo, ao referendar uma prática com “livrinhos” ilustrados no circuito escolar.
Por sua vez, Margaret Gryner Schaeffer, em O livro ilustrado de literatura infantil: uma introdução ao estudo da ilustração (UFRJ, 1991), apresenta um painel variado com depoimentos de artistas em seu ofício de ilustradores. Defendida no Departamento de Comunicação, a pesquisa de Schaeffer talvez tenha sido a primeira a enfatizar características de obras com pouco ou nenhum registro verbal, e dar destaque ao livro de imagem como um objeto diretamente relacionado à literatura infantil. Por esta inclusão, sabemos o desejo de rever o paradigma de que literatura seja exclusivamente “arte da palavra”. Pelo menos, da palavra impressa. Sobre a página. Interessante observar que, no ano seguinte, o livro de imagem Noite de cão, de Graça Lima, receberia o Prêmio Jabuti para Melhor Ilustração, devido a não-existência de uma categoria especial para livros de imagem.
Evidenciando uma falta de referências teóricas que dêem conta do estudo da imagem e suas relações com o entrecho verbal, Maria Carmen Bahia celebra uma pesquisa através de depoimentos de ilustradores, revelando-nos a compreensão de que a prática da ilustração é também uma experiência estética. A construção visual do livro infantil (Unicamp, 1995), defendida junto ao Departamento de Artes, investiga os processos criativos, desde o planejamento gráfico até a realização das ilustrações. No ano seguinte, na linha da crítica genética, Luciana Sandroni ocuparia-se com leituras intersemióticas entre o verbal e o visual, em sua tese Com a palavra, o autor: estudo dos depoimentos de escritores e ilustradores de literatura infanto-juvenil sobre o processo de criação (PUC-SP, 1996). Seu trabalho investiga os processos como sinônimos de renovação e desvencilhamento da tradição pedagógica, com o apoio de consagrados autores de texto e ilustradores.
No lado oposto que dá o movimento pendular das intenções de pesquisa, Maria Tereza Breves concebe O livro-de-imagem: um (pré)texto para contar histórias (UFSCar, 1996), aliando a aplicação didática, questionamentos da psicologia do aprendizagem e o uso instrucional da literatura nos cenários de educação formal ou informal (pré-escola). No resumo de sua tese, a autora indaga: “Que contribuição a ‘leitura’ do texto visual poderia dar ao desenvolvimento da oralidade da criança? Por se apresentarem sob a forma de narrativa, as imagens nesses livros facilitam a ordenação do pensamento da criança?” Embora com certas objeções às perguntas iniciais de seu trabalho, que denunciam a domesticação do estético rumo a uma finalidade imediata, o percurso adotado por essa pesquisadora denota inteira coerência na escolha do núcleo teórico de Vygotsky, no aprofundamento dos conceitos basilares do interacionismo e na compreensão de que a leitura é um processo de construção de sentidos e não simplesmente a decifração de um significado pré-estabelecido e dado pelo texto, sem a intervenção da criatividade ou de uma análise minuciosa dos elementos enriquecedores para a efabulação, via leitura (sem aspas e sem outra conotação), dos livros de imagem.
Novamente, da Educação para o Design, e não se restringindo aos livros só imagem, as preocupações com a articulação da narrativa através da ilustração apresentam-se igualmente em outra tese: Por um estudo do significado da ilustração no livro infantil brasileiro, de Ana Paula Zarur (PUC-Rio, 1997).
Concentrando-se na produção de um único artista, a professora e historiadora da arte Marisa Mokarzel desenvolverá uma investigação de grande importância para delinear, com sincera parcimônia, uma metodologia de estudos sobre as relações palavra&imagem. Livro ilustrado e livro de imagem são abertos e deslindados como novas expressões ligadas à sociedade industrial, contextualizando conscientemente o fazer criativo na cadeia produtiva do consumo literário. A dissertação O ‘era uma vez’ na ilustração: linguagem e plasticidade no universo gráfico de Rui de Oliveira (UFRJ, 1998) foi defendida no Departamento de Artes Visuais e seu resumo nos diz que tem como proposta estudar a narrativa imagética que se processa nas ilustrações de livro infantil, tendo como núcleo de análise a produção gráfica do ilustrador Rui de Oliveira (...) observando-se dois eixos condutores: um relacionado com a questão da inteligibilidade e outro com a questão estética.
Estes dois eixos, ao perpassarem o estudo da narrativa, contribuíram com outro tipo de observação: o da ilustração enquanto linguagem. Para que esta observação se realizasse procurou-se examinar como a ilustração se organiza e se inter-relaciona com outras linguagens visuais, além de manter uma interação com a linguagem verbal (...) as ilustrações foram divididas em três categorias - a primeira, em que o ilustrador tem como referencial o texto de um escritor; a segunda em que ele constrói texto e imagem; e a terceira em que realiza a narrativa apenas com imagens.
[Por fim, conclui que] As histórias dos livros infantis, contadas com as imagens criadas por Rui de Oliveira, possibilitaram a percepção dos mecanismos de uma linguagem construída com elementos gráficos. E foi através dos códigos visuais que se tornou possível o passeio pelo mundo encantado da ilustração.
É notável como Marisa Mokarzel perfaz um caminho inverso a muitas outras pesquisas, partindo do particular para uma conceituação mais abrangente, tendo seguramente um extenso objeto de análise em mãos, o conjunto de obras de Rui de Oliveira e, deste rico acervo, organizando segmentos do trabalho autoral e criativo com as imagens. Em um traçado análogo, dois conhecidos ilustradores de livros para crianças, Luís Camargo e Graça Lima, irão rascunhar reflexões para o estudo da linguagem visual em composição com o texto verbal. Vejamos.
Em Poesia infantil e ilustração: estudo sobre ‘Ou isto ou aquilo’ de Cecília Meireles (Unicamp, 1998), Luís Camargo aprofunda sua inclinação para o diálogo palavra&imagem, investigando cinco diferentes edições do livro da poeta modernista. No entanto, toma de empréstimo um repertório de categorias de extração lingüística, principalmente em Roman Jakobson, as quais já havia trabalhado no livro Ilustração do livro infantil (1995).
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Luís Camargo, em Ilustração do livro infantil, apresenta conceitos e jargões das artes gráficas, enumera estilos e dá exemplos de diferentes técnicas utilizadas pelos ilustradores. As funções da imagem respondem pela contribuição particular do autor para os estudos da ilustração do livro para crianças, seja na relação com o texto verbal ou no livro de imagem (Lê, 1995) - esgotado.
Olhar de descoberta
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de Lúcia Pimentel Góes, convoca a atenção dos professores para leitura e análise de livros que concentram linguagens e códigos híbridos. A literatura é considerada como um artefato criativo capaz de provocar a sensibilidade perceptiva e intertextual das crianças (Mercuryo, 1996, reed. Paulinas, 2003).
Livro infantil? Projeto gráfico, metodologia, subjetividade
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de Guto Lins, que nos apresenta o livro infantil como um produto de design peculiar, onde convivem interpretação de texto, projeto gráfico e as mais variadas técnicas de criação de imagem. O autor delineia as conseqüências da profissionalização do trabalho de ilustrador que, cada vez mais, abraça conhecimentos para garantir a qualidade estética, funcional e lúdica do livro para crianças (Rosari, 2003)
Como usar a literatura infantil na sala de aula
, de Maria Alice Faria, ocupa-se principalmente dos processos de leitura da estrutura narrativa de histórias articuladas entre o verbal e o visual, oferecendo uma divisão "quantitativa" dos livros em que a ilustração é maior que o texto escrito, que possua texto de extensão acompanhado por ilustrações e, por fim, livros em que o aparato verbal é maior que a ilustração (Contexto, 2004). Saiba mais »» Leituras na ponta do giz, resenha publicada em Dobras da Leitura N.21 (agosto de 2004).
Neste trabalho inicial, o ilustrador e pesquisador referenda os diferentes usos da ilustração como pontuação de um texto, relaciona materiais e recursos técnicos do desenho e da pintura, e oferece uma classificação provisória para a análise da imagem, nos termos de uma função: descritiva, narrativa, simbólica, expressiva, ética, estética, lúdica, metalingüística... lembra-nos o autor que, em qualquer exemplar eleito para a análise, ocorrerá sempre uma inter-relação de todas essas funções, abaixo de uma dominante.
Sua dissertação de mestrado reforça a subordinação da imagem frente à matriz verbal, amparadando-se em estudos semânticos e estilísticos. Realiza assim a transposição das figuras de linguagem a uma proposta de retórica visual. A relação entre texto e a ilustração que o acompanha será, para Luís Camargo, denominada de coerência intersemiótica que se dá em em um jogo entre significados denotativos e conotativos, em três diverentes níveis de convergência, desvio ou contradição entre palavra e imagem.
Na área do Design, Graça Lima apresenta sua dissertação sobre O design gráfico do livro infantil brasileiro — a década de 70: Ziraldo, Gian Calvi e Eliardo França (PUC-Rio, 1999). A autora recupera o trajeto histórico da renovação dos formatos e aprofunda as relações texto-imagem, das concepções gráficas à qualidade técnica do produto-livro para crianças. Assim, consegue demonstrar como os três mais importantes ilustradores do período orientaram a formação de novos leitores e outros artistas gráficos.

Os trabalhos arrolados dão conta de mostrar as diferentes preocupações com as quais distintas áreas do saber — Psicologia, Educação, Letras, Comunicação, Artes Visuais e Design — olham o livro de literatura infanto-juvenil e buscam melhor entendimento das relações entre a palavras e a imagem. Ora na abordagem extrínseca dessas linguagens no uso pedagógico da literatura, ora no enfoque mais formal e imanente da articulação palavra&imagem, ou do texto e da ilustração, desde a gênese criativa, os aspectos histórico-sociais ou semânticos, à recepção das obras.
Nos programas de pós em Educação, a contribuição de Maria Tereza Breves multiplica a aceitação do livro de imagem no contexto de aprendizagem, especialmente de educação infantil, e na tarefa de granjear os pequenos leitores rumo ao universo da narrativa ficcional. A dissertação original (UFSCar, 1996) parece verdadeiramente repetir-se em outras propostas de pesquisa, não fosse o recorte etnográfico o elemento diferenciador __ ou mesmo certas divergências entre conceitos e pressupostos teóricos. Assim podemos citar Helenita Assunção Nakamura, em A imagem na formação do leitor: um processo dialógico texto-ilustração na literatura no contexto escolar (UFRN, 2000); Mara Rosângela Ferraro, em O livro de imagens e as múltiplas leituras que a criança faz do seu texto visual (Unicamp, 2001); Neiva Panozzo, com Literatura infantil: uma abordagem das qualidades sensíveis e inteligíveis da leitura imagética na escola (UFRGS, 2001). Embora todo o investimento sobre o livro de imagens, a possibilidade de leitura é considerada como prática ainda distante ou fora da rotina na educação básica — o que implica em argumentos que busquem evidenciar a natureza verbal em tramas puramente visuais. À guisa de conclusão, as pesquisadoras chegam à constatação daquilo que deveria ser sabido de antemão: de que as qualidades plásticas organizam sistemas de idéias, significação e linguagem.
Alessandra Paula de Noronha retoma o esforço de Luís Camargo, em seus estudos literários sobre As funções de linguagem e as funções de imagem: o desvendar das obras contemporâneas como construção do objeto novo (USP, 2001), aproveitando-se ainda do conceito cunhado por Lúcia Pimentel Góes, a partir do livro O olhar de descoberta (1996), em que se define a natureza do livro infantil contemporâneo como ‘objeto novo’ da literatura. Esta denominação abarca e distingue os livros que apresentam uma 'concentração de linguagens de natureza vária e variada', caracterizando o texto híbrido de códigos como uma semionarrativa. No mais, Paula de Noronha encerra o estudo de algumas obras, confirmando “a validade do trânsito de conceitos da Lingüística para a análise do código visual”.
O trânsito dos empréstimos teóricos também está presente no trabalho de Neiva Panozzo (UFRGS, 2001, já mencionado) que, sob a luz da semiótica greimasiana, aplicou à análise dos livros de imagem instrumentos particulares da semântica estrutural que intentam revelar o percurso gerativo do sentido nos textos — das categorias mais simples e abstratas, do nível profundo, às formas mais complexas e concretas da figuração no nível da superfície (cf. Diana L. P. Barros, Semiótica do texto, 1999). Sob a mesma inflexão dos estudos sobre a estruturação discursiva, mas considerando a obra contemporânea de literatura para crianças e jovens como um texto sincrético, Mariana Cortez propôs uma tipologia de relações entre semiótica verbal e semiótica visual, na dissertação Palavra e imagem: diálogo intersemiótico (USP, 2001). Por sua vez, restabelecendo os fios da diacronia, Ana Lúcia Brandão também defendeu tese na Trajetória da ilustração do livro infantil no Brasil à luz da semiótica discursiva (PUC-SP, 2002).

Ressalvas sejam feitas: que as semióticas não se confundam, quanto às noções de signo que engendram e suas conseqüências de método, na proliferação de tantas tendências intercódigos. As semióticas derivadas do estruturalismo fundado por Saussure compartilham um programa em que a semiologia fertiliza-se como um ramo da sociologia e da psicologia, enquanto a lingüística impera como padrão geral sobre outros sistemas de representação, emprestando-lhe suas leis. Nesta teoria, o signo é bilateral, significante e significado, mantendo relações de arbitrariedade com seu conceito ou referência e, portanto, sua natureza só pode ser regada pela convenção (Nöth, 1996).
A semiótica, ou Doutrina Geral dos Signos, de Peirce, amplamente divulgada por Lúcia Santaella, ao contrário, brota diretamente da filosofia e seria mesmo um outro nome para Lógica. Em seu interior, o signo revela-se através de categorias formais, extensas a qualquer fenômeno, do pensamento humano à natureza; um signo de tripla face (conjugado a seu objeto e a seu interpretante) que recusa o que é a brutalidade na convenção, investido-se da força da qualidade e das evidências. A semiótica, no diagrama geral das ciências esboçado pelo antípoda de Saussure, localiza-se acima da lingüística, e não o contrário. A concepção de que tudo é signo, definitivamente, é o que distingue duas formas de perceber, olhar, conceber e investigar o mundo e suas manifestações — até mesmo a relação palavra&imagem nos livros para crianças e jovens ;-)
Em Matrizes da linguagem e pensamento na literatura infantil e juvenil, Maria Zilda da Cunha (USP, 2002) busca apreender o contínuo jogo de interpretantes que se origina nos livros e da relação palavra&imagem, caracterizando a literatura como objeto de conhecimento e arte. Sua investigação mergulha no universo criado pela escritora e ilustradora Angela Lago, retramando volteios inter e hiper-textuais, o que nos exige novos patamares de leitura. Ocupa-se, enfim, da representação estética nos livros e nos ambientes em rede projetados pela autora — ou seja, criações sobre o papel e a tela do computador conectado à Internet. São textos intersemióticos, no dizer de Célia Gaia, que defendeu a dissertação O tempo aprisionado nas interfaces da poesia e da imagem (USP, 2002) depurando relações da imagem verbal e visual no esteio do poético e da literatura para crianças e jovens. Sua ênfase recobre os processos de re-invenção e re-imaginação, em consonância com o rompimento dos estereótipos moldados, no querer didático, por um caráter explícito e banal de referencialidade.

Como fonte primária de informação para este levantamento bibliográfico, foram localizados, no banco de teses e dissertações da Capes, 470 títulos de trabalhos apresentados oficialmente aos programas de pós-graduação de universidades públicas federais e estaduais, e da rede particular de ensino superior, a partir de 1970. Deste amplo conjunto, resultou a seleção de pesquisas que trabalham e/ou indicam no resumo e em suas palavras-chave, o envolvimento e a análise das relações palavra&imagem.
Na emergência de novas respostas para as questões relativas à leitura literária e o fazer criativo dos autores, a apreensão dos elementos estéticos e regeneradores da percepção encontra morada em diversas pesquisas, ainda em processo, que se arriscam por referências teóricas pouco convencionais (e até mesmo estranhas) aos estudos literários e outras esferas da aplicação pedagógica, ou mesmo terapêutica, do livro de literatura para crianças e jovens. Desta safra, aguardamos notícias.
Também se verifica que, paulatinamente, o termo ‘ilustração’ cede lugar a expressões como palavra&imagem, texto intersemiótico, e outras nomenclaturas que dissipam a distância ou gratuidade das relações entre o código visual e verbal.
Dobras da Leitura
Ano VI - N.º 30 - fev. 2006
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