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Wolfgang Lettl - Der Buchhändler (The Bookseller), 1990
Online: Museu do Surrealismo, de Ausburgo (Alemanha)
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literatura infanto-juvenil: gênero, estilo ou etiqueta?
Paula Mastroberti *
Sempre que me é oferecida uma oportunidade de falar sobre literatura infanto-juvenil, procuro aproveitá-la no sentido de fazer algumas provocações. Pois bem: neste momento, vou ocupar-me justamente dessa denominação — literatura infanto-juvenil —, atribuída à categoria de textos de ficção produzidos e publicados para consumo de jovens e crianças. Ela me incomoda, não pelo material que designa, mas por seu precipitado endereçamento a um sujeito compre-endido dentro de uma dada faixa etária, ou seja, pela definição do gênero a partir de estágios receptivos, e não por qualidades e características intrínsecas a sua estrutura — como se fosse possível, ou mesmo necessário, localizar dentro do texto um leitor em suas diversas gradações emocionais e intelectivas.
Ora, como assegurar-se de tal leitor, simplesmente diagnosticando sua idade cronológica, sem referir-se aos aspectos psico-afetivos e ao contexto histórico e sociocultural, dos quais tampouco se desprende o próprio conceito de infância e de adolescência? [1]
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NOTA 1
Sobre o reconhecimento e o sentimento de infância, sugiro a leitura de
História social da criança e da família,
do historiador Philippe Áries. Também Guillermo e Silvia Obiols, em
Adolescência, posmodernidad y escuela secundaria,
propõem uma reflexão sobre as delimitações da criança, do adolescente e do adulto.
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Ao estabelecerem-se fronteiras quanto à recepção de uma obra literária, acaba-se por impor limites à própria linguagem que a constitui e ao acesso livre à literatura como um todo. Tal imposição, de ordem cultural ou econômica, pode ser a causa de inúmeros equívocos, tanto na escritura dos gêneros que se costuma designar como infantil e juvenil, quanto aos métodos de intro/condução à leitura.
É fato que o interesse pelo estabelecimento do gênero nasceu juntamente com a revisão do papel da criança na sociedade, considerada, a partir do século XVII, dependente do afeto e proteção familiar, demandando formação proporcionada pela escola. Esse reconhecimento da infância como uma etapa merecedora de uma atenção especial seria o catalisador de toda uma produção específica voltada para o consumo de artefatos culturais, incluindo o livro infantil,
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NOTA 2
A preocupação crescente com a qualidade e características da produção cultural voltada para o público adolescente e infantil pode ser exemplificada com duas publicações: A produção cultural para a criança e A criança e produção cultural, organizadas, respectivamente, pelas professoras Regina Zilberman e Sissa Jacoby. A evolução do papel da criança na sociedade e na família, a institucionalização da educação infantil, são assuntos tratados por Ariès em obra citada; no Brasil, temos em A literatura infantil na escola, de Zilberman, uma síntese da relação entre literatura infantil, escola e a criança em sociedade.
NOTA 3
Sem esquecer os livros-brinquedos feitos de plástico e outros materiais, que mereceriam por si mesmos uma reflexão à parte.
NOTA 4
Quando ele existe, pois temos que considerar as narrativas de imagem, o que por sua vez mereceria outro momento de reflexão.
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originariamente material pedagógico [2]. Como, porém, caracterizá-lo?
Falo, pois, do livro infantil: trata-se de um objeto feito, em grande parte das vezes, de papel [3];
nisso ele não se diferencia dos outros livros. Normalmente, agregam-se ao texto impresso [4] belas figuras, preferencialmente coloridas, às quais chamamos ilustrações, dentro de um projeto gráfico mais informal e lúdico. Seria então essa a diferença mais marcante? É claro que não. Sabemos que há inúmeros textos adultos ilustrados — belissimamente ilustrados, aliás — por artistas famosos, como Salvador Dali (que ilustrou Dom Quixote); Gustave Doré (que além da obra de Cervantes, ilustrou, entre outras, a Divina comédia e As mil e uma noites); Delacroix (que ilustrou Flores do mal de Baudelaire e também a obra de Goethe mais conhecida, Fausto). Eu poderia ainda citar, dentro do fetiche indubitável dos leitores adultos pelo objeto literário ilustrado ou híbrido, as edições recentes da Cosac Naify em prosa e poesia, tão lúdicas quanto as infantis, sem contar graphic novels como
Sin City (Frank Miller) ou os contos gráficos de Lourenço Mutarelli, que não se destinam de modo algum ao leitor-criança. Resta ainda falar sobre o dualismo receptivo previsto por certos autores-ilustradores, que se esmeram em transformar edições consideradas infantis
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NOTA 5
Fernando Vilela recebeu, por Lampião e Lancelote,
Menção Honrosa, na categoria New Horizons, do Bologna Ragazzi Award 2007 (Feira de Bolonha, Itália);
prêmios de Melhor Livro de Poesia,
Melhor Projeto Editorial,
Melhor Ilustração e
Escritor Revelação, concedidos pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil que também conferiu
o selo "Altamente Recomendável";
primeiro lugar em duas categorias do 49º Prêmio Jabuti, Melhor Ilustração e
Melhor Livro Infantil,
além de segundo lugar para Melhor Capa, realizada por Luciana Facchini.
O obra integra ainda o catálogo White Ravens 2007, fazendo parte do acervo da
Biblioteca de Munique, juntamente com outras produções brasileiras que conquistaram
reconhecimento internacional.
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em verdadeiras obras de arte, como Lampião e Lancelote,
de Fernando Vilela (Cosac Naify, 2006) que,
no último ano, recebeu dez diferentes distinções [5],
além da inclusão na Lista de Honra do IBBY.
Mas, então, o que diferenciaria o livro infanto-juvenil seria, certamente, o estilo. Portanto, quando lemos o seguinte poema
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Chove torto no vão das águas Chove nos pássaros e nas pedras. O rio ficou de pé e me olha pelos vidros. Alcanço com as mãos o cheiro dos telhados. Crianças, fugindo das águas Se esconderam na casa. Baratas passeiam nas formas de bolo... A casa tem um dono em letras. Agora ele está pensando — no silêncio líquido Com que as águas escurecem as pedras... Um tordo avisou que é março.
(BARROS, 1989: 53)
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ou este
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Nem a corte, em beldades fértil, nem o campo, nem a cidade, nem os reinos arredores, todos percorridos com minúcia, não puderam fornecer mulher assim; somente a infanta era mais bela e possuía certos encantos de que a falecida não dispunha. O próprio rei a observou e, abrasado de amor extremo, loucamente imaginou que por essa razão devia desposá-la. Ele chegou a encontrar um casuísta que julgou que a questão era plausível. Mas a jovem princesa, triste por ouvir falar de um tal amor, lamentava-se e chorava noite e dia. (PERRAULT, 2005: 201)
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podemos, claramente, a partir desses exemplos, distinguir um destinatário infantil. Podemos?
Percebe-se que a narrativa infantil lida com certas temáticas, entre elas, a fantasia. Contudo, seria bom considerar
Os meninos da Rua Paulo, de Frederic Mólnar, ou as obras
Tchau e
Seis vezes Lucas, de Lygia Bojunga, ou ainda
Meninos do mangue, de Roger Mello, como obras obrigatórias no acervo de uma biblioteca infanto-juvenil, todas dentro de uma temática bastante realista. Por outro lado, dentro do gênero da fantasia, incluímos os contos de Andersen e Oscar Wilde, cujo conteúdo simbólico não se mostra tão ingênuo quanto parece. E como abordar, por exemplo, os contos-metáforas sobre a condição feminina escritos por Marina Colasanti? Podemos classificar
Uma idéia toda azul como uma reunião de contos-de-fadas? E o que dizer das obras de Ítalo Calvino?
Não, o que caracteriza o gênero infanto-juvenil não é exatamente sua temática: quem sabe, a tipologia de personagens. Isso quer dizer que ele deve incluir uma criança como protagonista da história, ou bichos, como nas fábulas. O que dizer então das
Alices, de Lewis Carroll? E da
Revolução dos bichos, de George Orwell? E as personagens infantis de Dickens; e as reminiscências de Marcel Pagnol, em
A glória de meu pai? E
Moby Dick, de Herman Melville, ou
Chamado selvagem, de Jack London? Não, não será por esta via que definiremos o gênero.
Então é a narrativa que deve ser simples, linear. Mas as mais taludinhas já se acostumaram com as idas e vindas de
A nova onda do imperador, filme dos estúdios Disney que começa praticamente pelo fim, e retorna ao passado em ritmo semelhante ao jogo eletrônico, sofrendo interferências de diálogos rápidos e irônicos que requerem atenção, pois cada elemento da trama está interligado às peripécias mais inusitadas. As mesmas crianças já se habituaram também ao padrão japonês dos animês, cheios de reminiscências, não-ditos, angústias existenciais (penso aqui em Cavaleiros do Zodíaco; Oban Star Racers; O castelo animado). Esse tipo de narrativa está presente, por exemplo, em
O segredo das fadas, de Emily Rhodda, série que muitos leitores da faixa dos 8 aos 12 anos apreciam. Nada os impedem de se interessar por uma narrativa que vai e volta ao passado, penetra na psique das personagens, além de abrir brechas para dimensões de espaço diferentes; tudo o que precisam é de uma capacidade aeróbica de leitura (detalhe: a série O segredo das fadas, tal como a série
Harry Potter, não tem ilustrações).
Vimos alguns aspectos relativos ao discurso, a partir dos quais tentei delimitar o gênero; poderia tentar uma classificação a partir de características morfo-gramaticais: ou seja, para crianças a linguagem deve ser mais simples, quase coloquial. Num tom que elas entendam, dentro de certos limites vocabulares. Já vimos, nos exemplos citados anteriormente, o quanto isso se mostra complicado na prática — pois, afinal, que linguagem é essa, simples e coloquial, que tom é esse que a criança fala, que lhe seria tão próprio a ponto de fundar um gênero? A criança pequena fala por metáforas. Se a sintaxe não é das mais complexas — e eu preferiria reconsiderar até mesmo isso —, a semântica é das mais ricas. Uma palavra, mesmo estranha, alienígena, pode significar muita coisa para um leitor em formação — aliás, não estaríamos nós em permanente formação verbal? Ou já decoramos todas as palavras do dicionário? Temos pleno domínio de todos os discursos? Nós, adultos, dominamos plenamente a nossa língua? Sabemos escrever tão bem quanto lemos? Essas são perguntas que me faço e que me põem a pensar se a questão da classificação de um texto literário dentro de uma determinada faixa etária não teria mais a ver com experiências de leitura independentes da idade, como já disse.
Dentro do discurso literário dirigido ao público infantil, há que se falar, por fim, numa possível assimetria entre narrador e leitor ao qual ele se dirige [5].
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NOTA 5
Conforme aponta Zilberman em A literatura infantil na escola.
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Mas mesmo aqui sobram dúvidas: quando é que não há um narrador assimétrico no texto literário? Se realmente provocativa, uma obra deve surpreender o leitor, enredá-lo na teia de significados, subjugá-lo às entranhas cujo sentido jamais será possível decifrar plenamente — aí reside o diferencial da obra de arte: na sua inesgotabilidade. Porque exigiríamos simetria da voz narrativa do texto infantil? Se os textos literários, infantis ou não, não fossem assimétricos, então seus leitores não depreenderiam nada de novo, mas enxergariam, ali, cristalizado, apenas um reflexo deles mesmos. E então toda obra de arte literária não passaria de pura auto-ajuda, confirmando apenas aquilo que o leitor já sabe.
O conceito de assimetria, no caso da literatura infanto-juvenil, parece associar-se geralmente à palavra subestimação, ou seja, a uma superioridade do autor em relação à capacidade cognitiva ou estética do leitor. Se for este o caso, então conclamo as crianças que se amotinem e voltem imediatamente ao computador ou a televisão, o que será no mínimo bem mais divertido. Porque o prazer da leitura — aquilo que queremos despertar no jovem principiante nos usos da palavra — é perceber-se tão inteligente quanto quem escreveu a história, apesar do jogo de detetive onde o autor procura despistar os significados até o desfecho. Trata-se de um jogo onde ambos saem ganhando: o autor porque, se for bom de verdade, vai se esforçar para surpreender o leitor até o final, mesmo sabendo de antemão que a vitória sobre o que escreve não lhe pertence exclusivamente [6];
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NOTA 6
Conforme Calvino: “espero que o leitor descubra em meus livros algo que eu não sabia”. (CALVINO, 1999: 189)
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o leitor, porque sempre descobrirá um sentido particular e inesperado — e, justamente por encontrar algo que desconhecia, espelha a sua eficiência na do autor.
Somos, além disso, todos assimétricos em relação ao outro, em alguma coisa, em alguma habilidade, ou experiência. E, sendo eu uma adulta que escreve também para crianças, serei tanto mais criança quanto mais dominar, de forma madura, a linguagem da qual disponho ao me dirigir a elas. Como qualquer autora, sou eu quem determina caminhos por onde a minha escritura deve prosseguir; isso me tornará sempre assimétrica em relação ao leitor, qualquer que seja a sua idade ou circunstância.
Estamos, portanto, em meio a uma grande confusão aqui radicalizada propositadamente. Assim como é impossível e desnecessário muitas vezes determinar o gênero de uma dada obra, também, da mesma forma, é impossível e desnecessário o estabelecimento de fronteiras entre os gêneros, sobretudo se levarmos em consideração apenas o seu destinatário. Podemos prever onde a literatura como um todo começa: no domínio básico da leitura e da escrita. Porém, a temática e a estrutura do texto não devem limitar-se a meros adjuvantes na busca desse domínio, porque, à medida que crescemos, conservamos em nós uma infância sentimental e memorial que persevera, em sincronia com nossa maturidade, e que exige, tanto quanto a criança cronológica, um texto que lhe sirva de referência para o resto das experiências de leitura ao longo da vida. Ou seja, é preciso, tanto quanto uma formação intelectual e cognitiva, uma formação sensível, dedicadas ao ser humano pensado como integral, e não apenas reduzido a uma certa etapa de sua existência.
Posso pensar, contudo, em uma definição, é claro, mas ela não será ingênua: a literatura infantil, como disse acima, nasceu do casamento da invenção da infância com um interesse pedagógico e econômico manifesto num mercado que produz e vende livros e, por conseqüência, literatura. Ela é gerada por vontade de um sistema que inclui a criança como consumidora. Logo, tudo o que disserem para você, numa livraria ou numa resenha, ou num catálogo editorial, acabará valendo como definição do gênero. Porque literatura infanto-juvenil é isso: um rótulo. Possui uma embalagem classificatória que determina seu destino. Seus objetos — os livros que a materializam — são pensados para preencher certo espaço nas prateleiras que exibem os mais diversos produtos literários, entre eles, o livro infanto-juvenil.
Há que se perguntar, então, se ao invés de nos precipitarmos em definir tal produção como um gênero, não seria mais prudente avaliar se ela não se realiza dentro de um sentido discriminatório cultural, buscando o apartamento entre o ser jovem e ser adulto, como se fossem espécies diferentes. Fica a pergunta: não haverá um ponto de encontro entre nós, onde nos comuniquemos na mesma língua? Por que tanto esforço em evitar uma integração entre adultos e jovens? Seria o autor dito infanto-juvenil o único privilegiado, capaz de participar e integrar em si e através da linguagem dois tempos — o da infância e o da maturidade —, simultaneamente?
Embora eu me sinta feliz por esse privilégio, penso que, nas livrarias e bibliotecas, adultos, jovens e crianças deveriam é misturar-se mais entre as prateleiras, trocando idéias, orientando ou sugerindo leituras entre si. Para além da capa, para além do mero consumo ou indicação pedagógica, o livro deveria oferecer-se, como a borboleta branca esvoaçante de Mallarmé: livre e misteriosa, pronta a ser capturada por qualquer tipo de leitor.
* Paula Mastroberti
www.mastroberti.art.br
Escritora e artista plástica, escreveu estas provocações em agosto de 2007, para a Jornada de Literatura de Passo Fundo.
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Leituras de apoio e referências
:: AGUIAR, Vera Teixeira de Aguiar. A Literatura Infantil no Compasso da Sociedade Brasileira. In: Gratidão de ser: homenagem a Ilvo Clemente. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1994.
:: ARIÈS, Philippe. A história social da criança e da família. Rio de janeiro: LTC, 1981.
:: BARROS, Manoel de. O guardador de águas. São Paulo: Art, 1989.
:: BORDINI, Maria da Glória e AGUIAR, Vera Teixeira de. Literatura: a formação do leitor – alternativas metodológicas. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1988.
:: CALVINO, Ítalo. Se um viajante numa noite de inverno. São Paulo: Cia das Letras, 1999.
:: CHARLOT, Bernard. A mistificação pedagógica. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1979.
:: JACOBY, Sissa (Org.). A criança e a produção cultural: do brinquedo à literatura. Porto Alegre: Mercado Aberto, 2003.
:: OBIOLS, Guillermo e OBIOLS Silvia Di Segni de. Adolescência, posmodernidad y escyuela secundaria. Buenos Aires: Kapelusz, s.d.
:: PERRAULT, Charles. Pele de asno. In: Contos de Perrault. São Paulo: Paulus, 2005, p. 198-216.
:: SOARES, Magda. Linguagem e escola: uma perspectiva social. São Paulo: Ática, 1994.
:: ZILBERMANN, Regina (org.). A produção cultural para a criança. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1986.
:: ZILBERMANN, Regina. A literatura infantil na escola. Rio de Janeiro: Global, 2003.
:: ZILBERMANN, Regina. Fim do livro, fim dos leitores? São Paulo: SENAC, 2001.
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