SEFTON, Ana Paula.
Pai não é de uso diário (?) Paternidades na literatura infanto-juvenil. Porto Alegre, 2006. Dissertação (Mestrado em Educação, Sexualidade e Relações de Gênero) UFRGS, 2006.
Resumo
O propósito desta Dissertação é problematizar as diferentes representações, advindas de materiais da Literatura Infanto-juvenil, e como essas operam discursivamente na constituição das identidades masculinas e paternas. Para essa análise foram utilizados, como referencial teórico, os Estudos de Gênero, os Estudos Culturais, além de aportes pós-estruturalistas. Os livros de Literatura Infanto-juvenil são compreendidos aqui como artefatos culturais e, por esse motivo, foram definidos como corpus desta pesquisa. Para tanto, reuniu-se um grupo de trinta livros, datados de 1988 a 2004, cujas temáticas envolviam as representações paternas e suas relações com as famílias As representações de identidades por eles produzidas, através dos discursos que os atravessam, veiculam relações de poder que legitimam algumas verdades mais que outras. Vale ressaltar, ainda, que o uso dos livros, na contemporaneidade, continua sendo incentivado em lares e instituições escolares, procurando desenvolver em crianças e jovens o gosto pela leitura.

A pesquisa se estruturou nas seguintes seções:
  • capítulo 1 - Caminhos e possibilidades da paternidade, no qual os conceitos Gênero, Estudos Culturais, Infância e Literatura, Identidade, Masculinidade, Paternidade são articulados;
  • capítulo 2 - Os pais nas tramas infantis, quando são apresentadas as análises dos trinta livros;
  • capítulo 3 - Dos silêncios que gritam, no qual se enfatiza as descontinuidades e os silêncios entre as representações de identidades paternas;
  • e a conclusão com Pais provisórios: das posições e identidades assumidas, quando se percorre, através de um olhar geral, pelas análises elaboradas no decorrer do texto.
Dessa maneira, as problematizações buscaram enfatizar não só as recorrências sobre as representações paternas e masculinas, mas também os deslocamentos e rupturas presentes nos materiais. Assim, as análises estão pautadas em o quanto ideais de uma masculinidade hegemônica, baseada na cultura patriarcal, são apresentados como naturais não somente aos homens mas também às mulheres e, por conseguinte, aos pais e mães. Também se ressaltou a norma heterossexual, um dos pilares dessa masculinidade vista como referente , com sua forte presença nos textos. Além disso, perceberam-se alguns deslocamentos no que diz respeito à novas formas do exercício da paternidade, bem como no exercício da maternidade. Outros aspectos foram relevantes para esta pesquisa, quais sejam: pais cujas identidades não foram pautadas nas tramas; e de que forma se dão os processos de demarcação das diferenças e construção da percepção de si e daqueles vistos como os outros.
Palavras-chave
gênero
paternidade
masculinidade
estudos culturais
literatura infanto-juvenil
Orientador
Jane Felipe

Membros da Banca
xxx
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Financiamento — CAPES
Contato com o autor
asefton@terra.com.br

Como encontrar a pesquisa?
* a autora pode disponibilizar o arquivo de dissertação aos leitores

Comentários adicionais
* informações enviadas por Ana Paula Sefton, em 15.12.2006
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