CORDIOLI, Rosemarie Giudilli.
De charadas e adivinhas: o continuum do contar de Angela Lago. São Paulo, 2001. Dissertação (Mestrado em Letras: Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa) USP, 2001.
Resumo
Estabelecemos como objetivo de nossa pesquisa: o descortinar do olhar para obras de Literatura Infanto-Juvenil, viabilizado por meio do entrelaçamento de aspectos referentes ao imaginário medieval ao fazer literário de Angela Lago. Destacamos em Charadas macabras, a presença do elemento capeta como veiculador de informação e/ou transformação através do uso da palavra. Em Sua alteza a Divinha, o resgate da oralidade, enfocada sob a luz da teoria bakhtiniana, concedeu a ampliação de recursos como a comicidade, a ludicidade, a brincadeira, encapsulada na obra através do jogo, do desafio oral englobados na esfera da antítese social - o popular contrapondo-se à aristocracia, o forte contra o fraco - o elemento feminino em oposição ao masculino, fatores que concorreram para o dimensionar da análise. Caminhar nas trilhas da cultura oral possibilitou, ainda, a descoberta do riso espontâneo pelos veios da improvisação, pelo evidenciar da praça pública com suas práticas, identificadas em 10 adivinhas picantes, além de contribuir para o despertar da literatura paródica, presente em Indo não sei aonde buscar não sei o quê. A busca de releituras do conto da princesa "expert" em adivinhações, compiladas por pesquisadores como Adolpho Coelho e Câmara Cascudo consolidaram, sobremaneira, o propósito inicial de pesquisa - a comprovação, nos contos de Angela Lago, da influência da cultura medieval que chega, através de Portugal e Brasil. Na conclusão, retomamos os elementos pertinentes à cada obra permeados ao âmbito do leitor, e palmilhados, particularmente, ao universo da criança - quintal da casa do faz-de-conta, lugar onde a magia, a alegria e o sonho, são.
Palavras-chave
comicidade
charada
adivinha
jogo
Orientador
Maria dos Prazeres Mendes

Membros da Banca
xxx
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Financiamento — Capes
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