UBIALI, Elizabeth Aranha Guimarães.
Da cabana ao infinito: uma viagem-sonho em ‘O pássaro azul’ de Maurice Maeterlinck. Araquara SP, 1999. Dissertação (Mestrado em Letras: Estudos Literários) UNESP, 1999.
Resumo
A peça "O pássaro azul" de Maurice Maeterlinck é analisada a partir das situações dramáticas e dos signos do espetáculo que emergem dessa obra simbolista. Os actantes/personagens, construídos a partir do animismo e do antropomorfismo, simbolizam o ser humano em suas múltiplas qualidades, sejam elas físicas ou psíquicas. O discurso de "O pássaro azul" revela uma poesia que, aliada a sua qualidade simbólica, foge do didatismo e do maniqueísmo. Dentre os signos analisados, o da iluminação é aquele que possibilita transcender o mundo concreto e atingir o mundo das idéias; reafirma-se, pois, através desse signo, o sentido das correspondências sustentadas por Platão, Swedenborg e Baudelaire. O pensamento científico e filosófico vigente no final do século XIX e começo do século XX encontra-se expresso nessa obra. Os atributos simbolistas se fazem presentes em "O pássaro azul" através da musicalidade de um Mallarmé, do sentido visionário e misterioso de um Rimbaud e da harmonia da poesia de um Verlaine. A estética simbolista coincide com uma nova era para a arte teatral: o papel do encenador evolui e uma nova teatralidade se instala. Os movimentos de vanguarda, em especial o surrealismo, têm suas raízes na estética simbolista: "O pássaro azul" pode ser tomado como exemplar dessa relação. A perda do pássaro, contrariando os promissores desenlaces dos tradicionais contos de fadas, revela um movimento espiral na busca do ser humano: seu desejo de conhecimento, de liberdade, enfim de felicidade.
Palavras-chave
fábula
semiologia
modernidade
Orientador
Lídia Fachin

Membros da Banca
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Financiamento — CNPq
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