LOPES, Ivo Cordeiro.
Pluft, o fantasminha e O cavalinho azul, de Maria Clara Machado: a criança e o conhecimento advindo e buscado. Curitiba, 1997. Dissertação (Mestrado em Letras: Literatura Brasileira) UFPR, 1997.
Resumo
Este trabalho investiga a dramaturgia de Maria Clara Machado, duas das suas peças mais conceituadas: Pluft, o Fantasmina, de 1955, e O Cavalinho Azul, de 1959. O estudo parte da compreensão dos conceitos de infância, criança e imaginário infantil, bem como a história dos espetáculos para crianças, no mundo e no Brasil. Situa ainda a produção dramatúrgica da autora que se estende por 42 anos (de 1953 a 1995), compondo-se de 26 peças para crianças, e que são agrupadas sob o critério de afinidades temáticas. No segundo e no terceiro capítulos, são analisadas as duas peças citadas. Em Pluft, o Fantasminha, é o conhecimento que chega à casa do personagem na figura de uma menina real, seqüestrada por um pirata malvado, que lhe causa sofrimentos e lágrimas. Esse conhecimento advindo (re)humaniza Pluft, amadurecendo-o. Em O Cavalinho Azul, o menino Vicente sai de casa para o mundo à procura de seu cavalo, que ele considera azul e que fora vendido por seu pai. Essa procura, na verdade, é simbólica; é a busca do sonho, do conhecimento. Ao final de ambas as peças, as crianças saem transformadas, porque foram submetidas aos seus " ritos de passagem", emergindo deles vitoriosas, mas maduras e enriquecidas pelas experiências vivenciadas.
Palavras-chave
a
Orientador
Marta Morais da Cosa

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