MIYASATO, Kahori.
O papel da literatura infantil no processo de alfabetização. Marília SP, 1997. Dissertação (Mestrado em Ensino na Educação Brasileira) UNESP, 1997.
Resumo
Este trabalho tem o propósito de discutir o papel da literatura infantil no processo de alfabetização, considerando-a como um entre os muitos tipos de textos que circulam numa sociedade letrada e que permite à criança o aprendizado da língua escrita, através de um mergulho no fluxo da comunicação verbal. Essa discussão mostrou a necessidade de uma pesquisa para conhecer como os professores das classes de alfabetização se relacionam com a literatura infantil. A pesquisa com os professores alfabetizadores do Município de Pompéia, SP., revela a presença sistemática dos livros infantis, nas salas de aula, cuja abordagem é feita seguindo-se uma metodologia definida e coerente. Embora a presença dos livros infantis nas salas de aula seja um fato incontestável, cuja utilização segue uma metodologia definida e coerente, a pesquisa leva à conclusão de que são necessários avanços para que a literatura infantil desempenhe seu papel na formação de leitores e "escritores" competentes. Esses avanços necessários implicam em uma revisão profunda e um aclaramento das concepções - relativas à aprendizagem, alfabetização, língua, leitura e escrita - que embasam a ação do professor.
Palavras-chave
literatura infantil
educação básica
Orientador
Maria Alice Faria

Membros da Banca
xxx
xxx
Financiamento — CNPq
Comentários adicionais da autora
Peter, de fato, eu concluí o Mestrado em 1996, mas a defesa foi em 19/02/97. Foi por isso que eu considerei 97 como o ano do término. Em relação ao resumo, é esse mesmo. Não escrevi nenhum artigo a partir da dissertação. Aliás, acho que já mudei algumas coisas em relação ao que pensava naquela época. É claro que não em relação ao papel importante que a literatura pode exercer dentro do processo de alfabetização.

Hoje eu penso que é preciso investir no ensino ao aluno (e ao professor) do processo de leitura. Os livros infantis podem ser bastante adequados para esse fim. Na época em que eu escrevi a dissertação, não considerava essas questões. Pensava que o fato de expor o aluno ao texto já fosse suficiente para a aprendizagem da leitura. Hoje tenho a convicção de que o professor tem que encaminhar o aluno para a aprendizagem do processo de leitura. Só assim, o mergulho no universo da literatura pode ser produtivo. (12.07.2004)
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