GARCIA, Marilene Santana dos Santos.
A construção da narrativa infantil oral calcada em livro de estória ilustrados, sob a perspectiva da criação de referências na estória. Campinas SP, 1988. Dissertação (Mestrado em xxx) IEL/UNICAMP, 1988.
Resumo
Este é um estudo que se propõe a verificar a construção da narrativa infantil calcada em livrinhos de estória ilustrados, tendo como escopo de análise a observação dos modos de criação de referência dentro da estória. Trata-se de um estudo longitudinal observacional do desenvolvimento de duas crianças brasileiras - Raquel (RA) e Tiago (T), paulistas, de classe média, filhas de pais de nível cultural superior. Os dados que constituem o corpo deste estudo abrangem a faixa etárea de 3,9 a 5,0 anos de idade. Através da análise dos dados, constatou-se que existe um esquema narrativo que se preenche de formas diversas, observadas por meio do modo de se criar referências na estória. Assim ,as referências narrativas não são elementos fixos e que devam compor necessariamente a mesma estória: o jogo interativo travado entre criança e adulto; a "história" de ambos nos processos de construção desta forma narrativa; o modo de "leitura" empregado na interpretação ilustrada contribuem para a diversificação nas maneiras de preenchimento narrativo para este tipo de atividade.
Palavras-chave
a
Orientador
Ester Miriam Scarpa

Membros da Banca
xxx
xxx
xxx
xxx
Financiamento —
Comentários adicionais

Vêm da Psicologia, os primeiros apontamentos sobre a Percepção de ilustrações em literatura infantil: fatores emocionais e de desenvolvimento viso-motor, de Ronilda Ribeiro (USP, 1980), que registra fortemente preocupações cognitivas sobre a função da imagem como apêndice ou suporte para a leitura do texto verbal. O esteio escolar, ou a natureza para-didática do livro de literatura, também está em A construção da narrativa infantil oral calcada em livros de estória ilustrados, defendida por Marilene Garcia (Unicamp, 1988) e que aponta timidamente para uma relação de reciprocidade intercódigos, no espaço interno do livro, para a criação ou reforço de referências que dão estrutura às narrativas. Infelizmente, em seu resumo, a autora parece desprezar a dimensão da literatura como arte endereçada para pequenos leitores, assumindo um diminutivo depreciativo, ao referendar uma prática com “livrinhos” ilustrados no circuito escolar. In: SAGAE, Peter O'. Palavra&Imagem: estudos com paisagem ao fundo (2006) — Dobras da Leitura 30.

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