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referências a Dobras da Leitura e Peter O'Sagae
Sistema vigora há três décadas na Venezuela de Chávez
O Estado de S. Paulo - 12/12/2006 - por João Marcos Coelho
Na sexta-feira, dia 15, o Ministério da Cultura publica a minuta do Plano Nacional da Cultura (PNC), contendo diretrizes básicas para a política cultural dos próximos quatro anos, provavelmente ainda sob a batuta (ou violão?) de Gilberto Gil. Quinta-feira passada, portanto oito dias antes do anúncio em Brasília, reuniram-se cerca de 30 profissionais do setor da música de concerto em São Paulo para discutir e estabelecer o documento referente ao setor. Entre eles, o maestro Roberto Duarte, vice-presidente da Academia Brasileira de Música, vários outros maestros, músicos e produtores culturais.
Ora, uma reunião a toque de caixa, oito dias antes da entrega de um documento tão importante como este, não faz muito sentido. Vários participantes acentuaram esta situação kafkiana. A bem da verdade, o autor de A Metamorfose seria adequadamente lembrado ainda outras vezes, no decorrer dos 'trabalhos'.
A parte da manhã foi dedicada a quatro exposições que serviriam de subsídios para se estabelecer o documento à tarde. O escritor Elder Vieira, secretário substituto de Políticas Culturais do MinC e coordenador-executivo do Plano Nacional de Cultura, só conseguiu afirmar, de objetivo, que 'há uma grande lacuna no plano em termos de música clássica' e que nada existe planejado, nem tem números, etc., etc. Traduzindo: depois de praticamente quatro anos, a música clássica é uma esfinge, ou 'uma lacuna', para o MinC. O papo soteropolitano de cultura no sentido antropológico, de fato, só esconde que o órgão acaba privilegiando justamente setores que têm viabilidade comercial (Seu Jorge, por exemplo, teve sua carreira alavancada internacionalmente no Ano Brasil na França). Música clássica, erudita ou de concerto tem, sim, de ser subsidiada pelo Estado. Isso vale para a França. Mas vale também para a Venezuela de Chávez.
Resumindo: valeram apenas as intervenções de Denise M. Ushikubo, da Petrobrás, que expôs o único 'case', creio, de profissionalização e rigor na seleção de projetos patrocináveis nesse setor; e de
Peter O'Sagae, sobre o Plano Nacional do Livro e Leitura (projeto, aliás, iniciado em gestões anteriores, e por isso mesmo mais bem estruturado).
O documento final, intitulado Música em Ação para Música de Concerto, baseia-se em quatro eixos estratégicos: democratização do acesso; fomento do setor da música e formação do ouvinte; valorização da música e difusão; e apoio ao desenvolvimento da economia do setor.
O programa traz sugestões, como a implantação de sistema para abertura de CDtecas públicas, escolares e comunitárias; revitalização da rede atual de discotecas; distribuição de CDs em escolas, praças, parques e em cestas básicas; criação de oficinas e cursos de formação de agentes multiplicadores do interesse pela música e ópera (professores, bibliotecários e voluntários) no País; apoio às escolas e ONGs que desenvolvem projetos de música e ópera; campanhas para criar consciência sobre o valor social da música e da ópera através da TV, rádio, jornal, internet, cinema, teatro, etc.; ações para converter o tema em Política de Estado nos âmbitos nacional, estadual e municipal; linhas especiais de crédito para financiar a edição de partituras e CDs; apoio para ampliar as tiragens e baratear CDs e partituras; apoio aos compositores e maior presença da música e da ópera no exterior.
Essas medidas acima são importantes. Mas o documento final com maior chance de êxito junto às autoridades constituídas atende pelo nome de Sistema e vigora há 30 anos na Venezuela do compañero Chávez. Quatrocentas mil crianças já passaram pelos 90 centros espalhados pelo país: um exército de 15 mil professores contratados trabalham com 140 orquestras infantis, 125 juvenis e 30 profissionais. Crianças e adolescentes estudam seis dias por semana, de manhã e à tarde; e suas famílias são assistidas. O maestro sensação da cena internacional hoje é Gustavo Dudamel, de 25 anos, produto desse projeto, que acaba de gravar seu primeiro CD para a Deutsche Grammophon. Simon Rattle, Cláudio Abbado e Daniel Barenboim são três maestros que consideram o Sistema a melhor coisa que ocorre no mundo com a música clássica hoje. Tudo isso custa anualmente aos cofres da Venezuela US$ 29 milhões (ou seja, cerca de dez turnês do Cirque du Soleil).
Cabe ao Estado subsidiar a música clássica, erudita ou de concerto, mas atuando na infra-estrutura, como fazem nossos hermanos venezuelanos.
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Milu Leite pergunta: E AS OBRAS INFANTO-JUVENIS?
Roedores de Livros - 23/11/2006 - por Ana Paula Bernardes
Estes dias, mais precisamente numa manhã de domingo tomando café na padaria com as crianças
e folheando revistas e jornais (domingo é nosso dia reservado para uma farra nas bancas) deparei
com um artigo excepcional da Jornalista e escritora, Milú Leite, publicado na edição 414
da revista Carta Capital. O "grito" de Milú é o de todos nós, reféns das poucas publicações
"especializadas" e reféns dos releases das editoras e algumas vezes salvos por dicas excepcionais
de Peter O'Sagae no site Dobras da Leitura. A seguir, com a devida autorização da Milu e da Carta Capital, copio o texto em sua íntegra. Devia servir como manifesto na frente de cada redação do nosso Brasil!!! Boa leitura a todos!!!
Disponível on.line: http://roedoresdelivros.blogspot.com/2006/11/milu-leite-pergunta-e-as-obras-infanto.html
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Produção e roteiro para crianças na Rádio MEC
Portal da Comunicação - ECO / UFRJ - out.2006
Atento ao mês da criança e a quase rara produção de rádio para o público infantil feita no país, o escritor, produtor e doutor em letras pela USP, Peter O' Sagae, vem ao Rio de Janeiro no próximo dia 5 de outubro, realizar uma palestra sobre produção e roteiros para programas infantis no rádio. O evento acontece na Rádio MEC, as 17:30, e é uma iniciativa do Centro de Referência do Rádio Educativo-Cultural, projeto da Sociedade de Amigos Ouvintes da Rádio MEC, que segue até o fim do ano discutindo os rumos e possibilidades da educação através da radiodifusão no Brasil.
Na bagagem, Peter traz para o público alguns trechos e roteiros do programa Opus Um — Música Clássica para Crianças, realizado na década de 90 pelo mesmo na Rádio Cultura FM de São Paulo, assim como outras produções do próprio, que também passou pela Rádio USP e publicou livros e textos a respeito do assunto.
Serviço:
- Palestra Produção e Roteiro de Programas Infantis com Peter O' Sagae
- Dia 5 de outubro, as 17h30
- Estúdio Sinfônico da Rádio MEC – Pça da República, 141 – A
- Entrada Franca
Disponível on.line: http://www.eco.ufrj.br/portal/news/noticias/2006/out/noticia274.htm
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Visão do livro para crianças e jovens
Portal de Educação Pública - Site da Vez, dez.2005 - por Mara Lúcia Martins
Dobras de leitura é um site como poucos: não fosse sua intenção a melhor de todas – fazer da leitura o melhor dos entretenimentos – o endereço ainda se mostra bonito, colorido, lúdico, com muito bom gosto na aplicação de fontes e símbolos. Tudo de bom que procuramos quando pensamos em um site para falar sobre a Visão do Livro para Crianças e Jovens – especialmente para professores.
Organizado pelo doutorando em Estudos Comparados pela Universidade de São Paulo e “designer de idéias” – uma espécie de “olheiro” da linguagem dos livros, imagens, canções e principalmente da Literatura para crianças – Peter O’Sagae, desde do ano 2000. O’Sagae publica com muita alegria neste endereço, já há seis anos, guias de livros, histórias etc. sobre a literatura para Crianças e Jovens.
O site contém seções como: O leitor e o livro, uma investigação e reflexão sobre literatura, leitura literária e as práticas de formação do leitor por intermédio de artigos assinados por pesquisadores e especialistas da área; Sala de aula – leitura em construção, material que completa com a coletânea de textos da Dobra Verde (O Livro e o Leitor), a aplicação pedagógica vertida em planos de aulas e sugestões com constante reflexão teórica, amalgamando possibilidades para o ensino não apenas da literatura, mas da vivência leitor; Contos tradicionais – Pesquisa histórica, com as resenhas desses livros; Vitrine Literária, onde os últimos lançamentos em poesia, prosa, teatro são apresentadas, bem como o resgate de formas populares e recontos, livros de imagens, palavras dos leitores, estudos, livros premiados, papéis avulsos" de Peter O'sagae: confissões sentimentais, crítica diversa, memória leitora, comparações entre obras etc.
em artigos de mídia impressa e do guia de leitura (1998-2000).
E mais ainda há uma lista de escritores na seção Nossos Autógrafos onde é possível encontrar detalhes das obras de determinados autores e ilustradores em seu papel de fazedores de histórias para crianças e jovens. Ali podemos ser remetidos para os sites oficiais ou página pessoal ou Doce de Letra, Itaú Cultural: Poesia Infantil e Outras páginas na Internet.
Tem algumas outras seções como O Balainho, que mostra o Boletim de Literatura Infantil e Juvenil on-line; Resumo do Cenário, onde alguns textos publicados nos principais jornais e revistas do Brasil contam sobre os livros publicados; Livraria Cultura, endereço de uma livraria on-line onde podemos comprar os livros DVD’s e Vídeos para crianças e jovens; Nossos Links, com alguns endereços que falam para esse pedaço do mercado literário; Histórias on-line, onde podemos encontrar várias histórias disponibilizadas pela rede.
Também podemos encontrar todas as edições do Dobras de Leitura ao longo dos seus seis anos no ar da rede.
Tudo com muito bom gosto, colorido, e bem escrito para alimentar ainda mais o desejo de se entregar a um livro e se deleitar.Boa navegação!
Disponível on.line:
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Saíram os vencedores dos Concursos FNLIJ 2005
Fundação Nacional do do Livro Infantil e Juvenil - nov.2005
Mais uma vez, a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil - FNLIJ selecionou os vencedores dos Concursos FNLIJ de 2005, voltados para a valorização da leitura entre crianças e jovens brasileiros. Os concursos realizados anualmente pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil estão atraindo cada vez mais concorrentes em todo o País. Em duas cerimônias realizadas durante o 7º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, estiveram presentes os vencedores do 4º Concurso FNLIJ Leia Comigo e do 10º Concurso FNLIJ Melhores Programas de Incentivo à Leitura.
O 10º Concurso FNLIJ Melhores Programas de Incentivo à Leitura a Crianças e Jovens de todo o Brasil, realizado em parceria com a Petrobrás, recebeu 68 projetos, com participantes de todas as regiões brasileiras. O primeiro lugar ficou com o Programa de Bibliotecas da Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte, MG. Pra que ensinar Literatura pra quem carrega saco nas costas?, da Secretaria de Estado da Educação, de São Paulo – Coordenadoria de Ensino do Interior – Diretoria de Ensino de Votorantim – E. E. Prof. Carlos Augusto de Camargo, em Piedade, SP, ficou com o 2º lugar. E como 3º lugar, foi premiado o Mundo da Leitura, do Centro de Referência de literatura e Multimeios, de Passo Fundo, RS. Como Menções Honrosas, dois programas foram selecionados: Ler é da Hora, da E. E. Profa. Ephigênia Cardoso Machado Fortunato, de Bariri, SP e Primeiras Leituras, da Escola Americana do Rio de Janeiro, RJ.
O 4º Concurso Leia Comigo FNLIJ recebeu 42 textos nas categorias Relato Ficcional e Relato Real. Os primeiros lugares ficaram com o texto ficcional
Linha a linha, Yolanda entrelaça, de Peter O’Sagae, de São Paulo (SP); e com o relato real Para que serve um sorriso?, de Glória Radino, de Assis (SP). O Projeto Luz & Autor em Braille, de Dinorá Couto Cançado, do DF, recebeu Menção Honrosa, na categoria relato real.
O vencedor do 2º Concurso Curumim FNLIJ foi Beatriz Sales da Silva, da E. E. Indígena Xucuri Kariri Warcanã de Aruanã, de Poços de Caldas, MG. O 2º Concurso Tamoios FNLIJ, destinado a autores indígenas e realizado em parceria com o Inbrapi – Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual, teve 1 concorrente, sem vencedor.
O vencedor do Concurso Nossa Leitura do 7º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, destinado às escolas e/ou aos professores que visitaram o Salão 7o FNLIJ, foi a professora Regina Fátima, da UMEI Neusa Brizola, de Niterói, RJ..A cerimônia de entrega do Nossa Leitura está prevista para o dia 18 de abril, dia de Monteiro Lobato, na UMEI Neusa Brizola,em Niterói.
Disponível on.line: http://www.fnlij.org.br/informes/pagina200.html
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Sites comentados: O Caracol do Ouvido
Revista Digital Art& - Ano III - Número 04 - Outubro de 2005
Um site que tem magia!
Nele, encontramos links para sites de autores das literaturas infanto-juvenil brasileira e portuguesa, com informações sobre estes autores e suas obras. Há um espaço para textos que fazem uma reflexão critica nas áreas de Educação, Arte-Educacao, Mídia/ novos meios de produção de linguagem e Artes Visuais.Tem um outro sobre Folclore que é uma delicia! Um verdadeiro paraíso para arte-educadores em especial da educação infantil e ensino fundamental, pois traz setenta canções do nosso folclore acompanhadas da relação dos diversos interpretes que as visitaram ou revisitaram, assim como canções de ninar. Alem disto, uma l;ista de links sobre folclore, e varias letras de canções de ninar com ilustrações e alguns clipes de áudio. Encontramos também uma parte dedicada a fabulas, contos, lendas e historias africanas. Na discoteca, uma raridade...resenhas e canções da coleção Disquinho, que nos faz voltar à infância de vitrolinhas coloridas, lembram-se (para quem esteve criança nos anos 60/70)?
Temos também uma ponte para um site chamado Dobras da leitura, onde encontramos
informações sobre pesquisa histórica de contos, uma vitrine literária de lançamentos e uma área sobre construção da leitura em sala de aula. Por fim, um interessante espaço sobre as possibilidades de radio para as crianças, mais historia do radio e radio e educação. O portal foi elaborado a partir da monografia do professor Peter O`Sagae, que aliou Educação e Comunicação. Imperdível!
Disponível on.line: http://www.revista.art.br/site-numero-04/sites.htm
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Folclore na ponta dos dedos
Portal de Educação Pública - Site da Vez, set.2003 -
por Giovânia Costa e Lorenzo Aldé
O folclore é o modo que um povo tem para compreender o mundo em que vive. Conhecendo o folclore de um país, podemos compreender o seu povo. E assim conhecemos, ao mesmo tempo, parte de sua História. Mas para que um certo costume seja realmente considerado folclore, dizem os estudiosos que é preciso que este seja praticado por um grande número de pessoas e que também tenha origem anônima.
Cada povo tem formas próprias de manifestação. Folclore é o conjunto de todas as tradições, lendas e crenças de um país. O folclore pode ser percebido na alimentação, linguagem, artesanato, religiosidade e vestimentas de uma nação. O folclore brasileiro é dos mais ricos do mundo. Nele estão as marcas dos diferentes povos que contribuíram na formação do nosso povo.
Em 22 de agosto, o Brasil comemora o Dia do Folclore, data instituída em 1965. A palavra folclore surgiu a partir de dois vocábulos saxônicos antigos. "Folk", em inglês, significa povo, e "lore", conhecimento. Assim, folk + lore (folklore) quer dizer ''conhecimento popular''. O termo foi criado por William John Thoms (1803-1885), pesquisador da cultura européia que em 22 de agosto de 1846 publicou um artigo intitulado "Folklore". No Brasil, após a reforma ortográfica de 1934, que eliminou a letra k, a palavra perdeu também o hífen e tornou-se "folclore".
Segundo a Carta do Folclore Brasileiro, aprovada pelo I Congresso Brasileiro de Folclore, em 1951, "constituem fato folclórico as maneiras de pensar, sentir e agir de um povo, preservadas pela tradição popular, ou pela imitação".
Nesta semana, nossa dica de site é um convite para as páginas do Folclore Sempre, como ponto de partida para o universo folclórico brasileiro, suas canções de ninar, suas danças, sua religiosidade, lendas e encantamento. Chamamos de ponto de partida porque o site apresenta uma lista de outros endereços na Internet que abrem as portas para o folclore em suas diversas manifestações.
Mas o próprio Folclore Sempre é já uma teia de cores, sons e sabores, onde o sentido do folclore ultrapassa definições formais e vai buscar nos prazeres da infância a chave para o imaginário que habita todos os corações sensíveis. "Para quem sabe ler fora dos livros, sabe bem que na palma da mão começa o mundo", anuncia Peter O'Sagae, pesquisador de folclore e organizador do site, no delicioso texto Feche os olhos a abra a mão: o folclore na ponta dos seus dedos , que nos ajuda a entrar no espírito da coisa. "Por que somente um mês para o folclore, quando a ciência do povo é o próprio quotidiano, o tempo todo é e não pára?".
O folclore brasileiro, esta coisa viva que pertence a todos, vem de longe, de outros mares e outros tempos. Em NinaManha, conhecemos as canções "que vem do berço", ninares do Brasil, de Portugal e da África, e também canções latino-americanas. Em Por onde passa o boi?, uma vistosa homenagem à diversidade de expressões folclóricas envolvendo o folguedo do Boi brasileiro. Quem se lembrou apenas do bumba-meu-boi e do boi garantido da Amazônia, ficará surpreso com a quase onipresença do boi em nossa cultura, histórias, tradições, toadas, encenações, personagens do imaginário... Tem boi na MPB, na música erudita, na literatura e nas artes visuais!
Na Fonosfera (céu forrado de canções), o passeio é musical. O autor propõe um resgate do acervo popular registrado na mídia eletrônica, em especial o rádio. Descobrimos o quanto de folclore já foi gravado em disco, por intérpretes como Caetano Veloso, Pena Branco & Xavantinho, Zeca Baleiro, Ney Matogrosso, Cássia Eller, Alceu Valença e outros. Quem não se lembra do "Pavão Mysterioso", do "Cálix Bento", da "Terezinha de Jesus", do "Marinheiro só" ou da cantiga da borboleta cantada por Marisa Monte? O folclore alimenta a MPB e esta o preserva e reanima. O site apresenta uma lista com 74 letras de canções folclóricas inspiradas na tradição oral brasileira, algumas disponíveis em áudio. É possível também fazer download do livro Rondas Infantis Brasileiras, com 60 cantigas de roda tradicionais.
Em permanente construção, o Folclore Sempre promete inaugurar duas seções, que pela descrição (e pela qualidade do site) sugerem que vem mais coisa boa por aí: Lengalenga - Comprido palavreado rimado e ritmado, e Encantaria - Os seres encantados do imaginário popular.
E, antes de embarcar nos links e sair navegando pelo folclore na rede, é preciso dar um pulo do site Caracol do Ouvido, também criado por Peter O'Sagae. Dedicado à literatura infanto-juvenil, ele traz reflexões sobre Arte-Educação, informações e biografias de grandes escritores brasileiros, lendas e fábulas tradicionais, contos africanos, músicas infantis e sugestões para trabalhar a linguagem do rádio com crianças.
A dica está dada e o folclore está aí, na rede, na cama, na fala, na sala, na vida. "Um folclore que é sempre vivo quando tocado corajosamente por essa gente que gosta de ensinar, enfim, todos nós professores", encerra, e bem, o autor do site.
Disponível on.line: http://www.educacaopublica.rj.gov.br/internet/sitedavez/svez018.htm
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Projecto Aproximar - Páginas Portuguesas
Associação de Profissionais de Educação do Norte Alentejo - 2001
Janela de estórias é um espaço integrado no "site" O CARACOL DO OUVIDO, que se define a si próprio como espaço de literatura infantil, folclore, música, rádio e ideias. É uma web-ideia de Peter O' Sagae com janelas para muitas e muitas ideias.
Em janela de estórias podemos encontrar lengalengas, lendas, fábulas, contos de magia, parábolas, etc, etc http://caracol.imaginario.com/estorias/index.html
Disponível on.line: http://www.apena.rcts.pt/aproximar/contos/contos1.htm
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Literatura em Rede: Tradição e Ruptura no Ciberespaço
Dissertação de Carlos Alberto Cortez Minchillo
Instituto de Estudos da Linguagem - UNICAMP, 2001.
FRAGMENTO, à pagina 47 - Provavelmente, a queixa de Brecht extrapola os méritos do rádio e se deve a uma visão amplamente
desencantada com o conjunto da cultura burguesa. O rádio seria apenas um bode expiatório desse desencanto,
pois explicitava a tendência à massificação e à banalidade da comunicação, tendência que Brecht poderia
igualmente ter identificado em outros meios, como na própria literatura popular produzida segundo
a lógica do mercado. De qualquer modo, sua análise do rádio parece exemplificar a aversão que o novo aparato
despertou, em parte pela ruptura em relação aos suportes consagrados de difusão cultural. A esse respeito,
o roteirista e produtor de rádio Peter O'Sagae escreve:
"(...) quando se desejou implantar o Rádio como um novo veículo de comunicação, não fora pouca a resistência oferecida por algumas pessoas, de tão acostumadas que estavam com a forma escrita da Palavra. Acreditavam que o novo engenho pudesse deturpar o sentido do saber, vinculado a uma hegemonia visual da cultura letrada, dando um fim aos jornais, livros e revistas."
Disponível on.line: http://www.unicamp.br/iel/memoria/projetos/tese10.html
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Duas cosmogonias poéticas e o encontro de linguagens
Revista Tema - Número 33 - Dezembro de 1998 - por Nelly Novaes Coelho
FRAGMENTO, à pagina 43 - Escrita como libreto de ópera, Poranduba foi musicada pelo maestro e compositor Edmundo Villani-Côrtes (Professor do Instituto de Artes-Departamento de Música da UNESP),
a partir de Roteiro escrito por Peter O'Sagae.
Em sua encenação teatral, mescla-se uma grande variedade de linguagens: música orquestral, dança, recitativo, coreografia, mímica, teatro de fantoches, vídeo, canto e outras. Programada como um dos eventos que, em 1999, comemorarão os 500 anos do Descobrimento do Brasil, a ópera Poranduba será encenada em Cascais/ Lisboa/ Portugal, com elenco brasileiro.
Disponível on.line: http://www.fatema.br/fatema/tema/tema33/Nelly%20N.pdf
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