Glória Radino, Elizabeth D'Angelo Serra, Secretária Geral da Fundação Nacional
do Livro Infantil e Juvenil, e eu ;-) pouco antes da abertura oficial do 7º
Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens.
4º Concurso Leia Comigo FNLIJ
A Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil - FNLIJ, seção brasileira do International Board
on Books for Young People - IBBY, promoveu a quarta edição do Concurso Leia Comigo que
visa destacar a importância da leitura compartilhada do adulto com a criança e o jovem.
Os vencedores ganham um acervo de livros e os textos selecionados pelo júri são publicados
no boletim Notícias, editado pela própria FNLIJ. Neste ano, na categoria Relato Real,
o 1º lugar foi conquistado por Para que serve um sorriso?, de Glória Radino,
professora do Departamento de Psicologia Clínica da Unesp-Assis, e fui o vencedor na categoria
Relato Ficcional.
A divulgação do prêmio aconteceu no dia 17 de novembro de 2005, após a cerimônia de abertura
do 7º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, nos jardins do Museu de Arte Moderna
- MAM, no Rio de Janeiro. Conforme noticia o serviço de impressa, clima de alegria marcou o
lançamento do 7º Salão FNLIJ (ver foto), ao qual estiveram presentes
Lygia Bojunga, Gisela Zingony e Marisa Lajolo.
Gisela Zingony, Bia Hetzel e Isís Valéria, presidente e membros do conselho diretor
da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil;
o escritor e presidente da Associação dos Escritores e Ilustradores - AEI-LIJ,
Luiz Antonio Aguiar; a escritora Lygia Bojunga;
a professora Marisa Lajolo;
o professor Antonio Olinto;
a gestora de projetos da Petrobrás (patrocinadora do evento), Regina Studart;
o presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, Paulo Rocco;
a representante da gerência do Programa Quero Ler (Insituto EcoFuturo),
de São Paulo, Eliane Costa;
o ex-presidente da FNLIJ, Carlos Augusto Lacerda;
a coordenadora de Desenvolvimento Social de Nova Iguaçu, Maria Antonia Goulart;
o representante do Ministério da Cultura, Adair Rocha; e a
secretária-geral da FNLIJ, Elizabeth D'Angelo Serra, que
conduziu a cerimônia e agradeceu o apoio de todos.
Com as especialistas da FNLIJ, Elda Nogueira, quem me comunicou a premiação, por telefone no dia anterior,
e Marisa Borba, que leu Linha a linha, Yolanda entrelaça durante a solenidade.
Marisa Borba e Ninfa Parreiras, que também participaram do júri de seleção, leram os relatos
vencedores do 4º Leia Comigo, durante a cerimônia de abertura do Salão FNLIJ.
Meu texto Linha a linha, Yolanda entrelaça é uma narrativa-homenagem que resgata emoções
e descobertas vividas durante os serões matutinos de leitura compartilhada, na 7ª série, com
Yolanda Kinuyo Matsuda, minha querida professora e que fora, ela mesma, nos tempos de
ginásio, aluna da professora Nilce Sant'Anna Martins, hoje uma das maiores autoridades
em Estilística da Língua Portuguesa. Daí certamente porque Yolanda sabia transmitir sempre
a imagem e a calma melodia das palavras.
Abaixo, você pode ler um fragmento do trabalho que será
publicado, na íntegra, no boletim Notícias da Fundação Nacional do do Livro Infantil e Juvenil ;-)
Houve uma vez em que a janela de nossas leituras se abriu para um intacto
mulungu coberto de arribações nos ramos da literatura de Graciliano. Deixando atrás a porteira
que um título apresenta, sobre-andávamos o chão seco do texto na cata de alguma palavra mais
conhecida. Yolanda não tresvariava, colhia impressões da dificuldade entre os alunos,
provavelmente o sertão ia pegar fogo. Quando a descoberta da árvore se fez, demos a
entender que ali plantada arrancharia bandos de penas e bicos.
__ Essas excomungadas levam o resto da água: querem é matar nosso gado!
Sinha Vitória falaria assim e imediatamente franzi a testa. Porque desfeito e refeito em
cerzidos ziguezagues da leitura de Yolanda, o texto duplicou adentro seu espaço para aconchegar
o leitor com a áspera beleza de suas frases. No entanto, a idéia de céu limpo tolhia-me os olhos
naquela claridade de mau agouro. Cabisbaixei e vi apenas correr a sombra das arribações na face
tosca da terra. Espiei os quatro cantos, uns minutos voltado para o norte, coçando o queixo.
Como era que Yolanda tinha dito? O feito dela tornava ao espírito de Fabiano que éramos
e logo a significação aparecia. Matutando, a gente via que a leitura era assim, mesmo que o
texto nos largasse tiradas embaraçosas. Percebi o que ela queria dizer, ri encantado com a
aprendizagem. Àquela hora o mulungu do bebedouro, sem folhas e sem flores, uma garrancharia
pelada, enfeitava-se de penas.
No Espaço de Leitura FNLIJ, sexta-feira pela manhã, registrando
"abraços dobrados" no mural da AEI-LIJ, a Associação dos Escritores e
Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil.
* fotos clicadas por
Luiz Sposito.
Em dois dias, no 7º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens,
também tive a alegria de encontrar "ao vivo" as amigas virtuais
Socorro Acioli e Sandra Pina, rever e conhecer autores de nossa literatura
para crianças e jovens, entre eles,
Luiz Antonio Aguiar,
Rosa Amanda Strausz,
Lenice Gomes,
Ísis Valéria,
Anna Cláudia Ramos,
Rui de Oliveira,
Thais Linhares,
Georgina Martins,
Victor Tavares,
Ana Raquel,
Ricardo da Cunha Lima,
Kátia Canton,
Gabriel, o Pensador,
e Lygia Bojunga.
Abraços mil a todos que me acompanham
pelas Dobras da Leitura!