O Cordel, sendo a poesia
popular, que o povo estima,
quer o compasso da métrica,
quer a música da rima,
quer a cadência do ritmo
sem querer ser obra-prima.
Se o cordelista, que escreve
o folheto de cordel,
e o cantador, que improvisa,
cada qual é menestrel,
são, ambos, o rapsodo,
Sempre à tradição, fiel.
Poesia, disse-o Drummond,
bem no fundo, é ou não é...
Tanto a poesia erudita,
como a de “quebrado pé”,
têm beleza, quando é boa,
portanto, merecem fé.
Seguem, para o Balainho
e a professora Eloí,
estes versos de cordel,
que lhes remeto daqui.
Quem sabe se o cordelista
qualquer dia vai aí?
Codel nos leva à leitura
Muitos aprenderam a ler
nos folhetos de cordel,
no desejo de aprender.
Quanta poesia e beleza
o cordel pode conter.
Desde Câmara Cascudo
e Ariano Suassuna
se valoriza o cordel,
que é do povo uma tribuna.
Que em torno do verso bom,
Sempre o povo se reúna.
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Leandro Gomes de Barros
e Manoel D 'Almeida Filho,
Zé Camelo — que ao cordel
trouxeram sustança e brilho —
são poetas imortais,
trilhando no mesmo trilho.
O Brasil precisa amar
suas belas tradições;
não se deixar dominar
por estrangeiras nações;
preservar os seus folguedos,
seus costumes e canções.
Desejo que O Balainho
leve ensino à garotada;
que o cordel prossiga vivo;
faça, desta pátria amada,
um Brasil, sempre pra frente,
seja, a Nação, respeitada.
Escrevi um ABC
para Santa Catarina,
contendo os nomes de todas
cidades em cordelina
poesia, exaltando o povo
dessa unidade sulina.
Se houver oportunidade,
publicarei o poema,
que fala em Florianópolis,
Xaxim, Caibi e Itapema,
nas praias e outras belezas,
que peneirei na urupema.
Que O Balainho receba
a saudação repentista
para todos que o escrevem.
Que esse jornal progressista
leve o balaio de bênçãos
do Paulo Nunes Batista.
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